Golpe de Sorte acusada de plágio! SIC e produtoras emitem comunicado

«Se Cintra Torres, como diz, ‘é pai de uma criança’ que lhe foi separada à nascença, deve procurá-la noutros locais, porque Golpe de Sorte não está institucionalizada», ironiza a SIC em comunicado.

12 Jun 2019 | 14:51
-A +A

Nunca algo do género aconteceu em Portugal. Num comunicado, intitulado «Golpe de sorte: A reposição da verdade», a SIC e duas produtoras de televisão concorrentes, a SP Televisão e a Coral Europa, esta última responsável pela série Golpe de Sorte, repudiam veementemente, numa iniciativa inédita, as acusações de plágio lançadas pelo crítico de televisão Eduardo Cintra Torres na sua última crónica.

A nota foi emitida ao início da tarde desta quarta-feira, dia 12 de junho, e nela as três entidades referidas citam o colaborador do jornal Correio da Manhã, escrevendo que Cintra Torres «se afirma autor da ‘ideia’ que dá origem à série Golpe de Sorte», alegadamente «solicitada, em 2015, pela SP Televisão».

 

«Empresa concorrente da SP Televisão»

 

A SIC, a SP Televisão e a Coral Europa não só «repudiam qualquer associação à ‘ideia’ que Cintra Torres diz ter fornecido à SP Televisão» como «esclarecem que a premissa de Golpe de Sorte nasceu em novembro de 2018 no seio da Direção de Programas da SIC e é um formato original, estruturado e desenvolvido de raiz pela autora Vera Sacramento e produzido pela Coral Europa, uma empresa concorrente da SP Televisão».

«Um facto que Eduardo Cintra Torres, enquanto crítico que se dedica à análise de conteúdos televisivos, deveria saber. A autora trabalha há uma década na Coral Europa, não tem, nem nunca teve, nenhuma ligação à SP Televisão», sublinham a SIC e as duas produtoras.

 

«Golpe de Sorte não está institucionalizada, nem tem problemas de filiação»

 

Embora reconheçam que «a ideia de alguém que nasceu pobre se tornar rico, de um dia para o outro, é indubitavelmente sedutora para quem escreve ficção», a estação detida pela Impresa e as duas produtoras consideram que «uma (falsa) acusação de plágio é grave, feita sem qualquer prova ou sustento é irresponsável, nos termos em que Cintra Torres a faz, é delirante».

«Se Eduardo Cintra Torres, como diz, ‘é pai de uma criança’ que lhe foi separada à nascença, deve procurá-la noutros locais, porque Golpe de Sorte não está institucionalizada, nem tem problemas de filiação. É uma série original criada na SIC, cuja autora é Vera Sacramento e produzida pela Coral Europa», rematam.

Golpe de Sorte estreou-se no passado dia 20 de maio e é, desde então, «líder absoluto de audiências em Portugal», como é salientado no comunicado. Maria João Abreu, Isabela Valadeiro, Ângelo Rodrigues, Manuela Maria e José Raposo assumem os papéis principais.

 

Leia o comunicado na íntegra:

 

«Golpe de sorte: A reposição da verdade

Em artigo de opinião intitulado ‘Golpe de azar, golpe de sorte’, publicado na edição de domingo, dia 9 de junho, do jornal Correio de Manhã, o crítico de televisão Eduardo Cintra Torres afirma-se autor da ‘ideia’ que dá origem à série ‘Golpe de Sorte’, líder absoluto de audiências em Portugal e que passa na antena da SIC a seguir ao Jornal da Noite. Detalha ainda Cintra Torres que a ‘ideia’ da série lhe foi solicitada, em 2015, pela SP Televisão.

A SIC, a SP Televisão e a Coral Europa repudiam qualquer associação à ‘ideia’ que Cintra Torres diz ter fornecido à SP Televisão e esclarecem que a premissa de ‘Golpe de Sorte’ nasceu em novembro de 2018 no seio da Direção de Programas da SIC e é um formato original, estruturado e desenvolvido de raiz pela autora Vera Sacramento e produzido pela Coral Europa, uma empresa concorrente da SP Televisão. Um facto que Eduardo Cintra Torres, enquanto crítico que se dedica à análise de conteúdos televisivos, deveria saber. A autora trabalha há uma década na Coral Europa, não tem, nem nunca teve, nenhuma ligação à SP Televisão.

A ideia de alguém que nasceu pobre se tornar rico, de um dia para o outro, é indubitavelmente sedutora para quem escreve ficção. A consulta de alguns clássicos de literatura ou uma breve pesquisa sobre outras obras de ficção que obedecem à mesma premissa atestam isso mesmo.

De resto, nem seria preciso um visionamento atento para se concluir que a série da SIC nada tem a ver com a ‘ideia’ de um ‘homem novo’ que se lança ‘à conquista de Lisboa; tropeça, mas tem a cabeça no lugar’, e que permitiria ‘alguma literacia sobre operações económicas e financeiras no imobiliário ou na Bolsa’. Ao contrário, ‘Golpe de Sorte’ passa-se numa vila imaginária chamada Alvorinha e tem como protagonista uma mulher vendedora de fruta chamada Maria do Céu. Toda a construção do universo que suporta esta série saiu da lavra dos seus autores e nenhum deles é Eduardo Cintra Torres.

Uma (falsa) acusação de plágio é grave, feita sem qualquer prova ou sustento é irresponsável, nos termos em que Cintra Torres a faz é delirante. Se Eduardo Cintra Torres, como diz, ‘é pai de uma criança’ que lhe foi separada à nascença, deve procurá-la noutros locais, porque ‘Golpe de Sorte’ não está institucionalizada, nem tem problemas de filiação. É uma série original criada na SIC, cuja autora é Vera Sacramento e produzida pela Coral Europa.

 

SIC
SP Televisão
Coral Europa»

 

VEJA TAMBÉM:
Luciana Abreu arrasada na SIC: «Era escusado pôr-se a jeito»
SIC coloca ponto final na rubrica de Manuela Moura Guedes
Ana Malhoa regressa à SIC 25 anos depois de Buéréré!

 

Texto: Dúlio Silva | Fotografias: SIC

PUB
Top