«Serei sempre amigo dela». Goucha e Cláudio Ramos tentam não chorar ao falar de Cristina

Cláudio Ramos foi entrevistado por Manuel Luís Goucha numa conversa que ficou marcada pelo reality show Big Brother mas também sobre temas como o amor, a filha, a mãe… e Cristina Ferreira.

23 Abr 2020 | 14:50
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A escassos dias de assumir o papel mais importante da sua carreira, Cláudio Ramos esteve à conversa com Manuel Luís Goucha na emissão desta quinta-feira, dia 23 de abril, do programa Você na TV!, da TVI, para falar da tão aguardada estreia do reality show Big Brother 2020, marcada para o próximo domingo.

A conversa iniciou-se com uma viagem no tempo, recordando aquela que foi a primeira entrevista de Cláudio Ramos em televisão, com Manuel Luís Goucha no comando, há cerca de 20 anos. Um momento que remonta aos tempos em que Goucha estava à frente de Praça da Alegria, da RTP1. «Realmente, passou muito tempo […]. Lembro-me daquilo tudo. Das cadeiras de ferro, de ir de comboio e de pensar que é mesmo isto [televisão] que eu quero fazer

 

«Esperei 20 anos por isto e agora as pessoas estão tristes»

 

Faltam precisamente três dias para a estreia do BB Zoom e, por isso, Cláudio assume estar nervoso: «Estou nervoso, claro. Ensaio o que vou dizer, o tom que quero fazer… Chego a gravar no telefone para saber se este é o tom certo». Por isso, usa técnicas de meditação para se acalmar. «Acordo muito cedo para meditar. Faço a minha higiene interior durante 17 minutos e agradeço por todas as coisas que me estão a acontecer», confessou.

«Tenho um Deus. Não é o Deus de todas as pessoas. É o meu Deus, como eu o entendo. Onde me socorro, me agarro. É o meu universo. Eu acho que Deus é uma camada de força muito positiva que nos manda coisas positivas», defendeu, para depois explicar: «Sempre acreditei. Toda a vida. Nos diários de criança escrevia sempre: ‘Até amanha, se Deus quiser. Seja Deus aquilo que for’».

Cláudio Ramos garante que reza todos os dias e que, por vezes, não compreende o motivo de lhe estar a acontecer uma coisa tão boa numa altura em que o país enfrente uma pandemia. «Esperei 20 anos por isto e agora todas as pessoas estão tristes. Até me sinto mal por estar a desfrutar de uma coisa tão boa, porque o mundo está desta maneira».

O apresentador só espera não desiludir as pessoas e, por isso, está a corrigir alguns dos seus tiques. «Estou a tentar corrigir alguns tiques. Falo muito rápido», referiu.

Na prática, em que consiste afinal o programa que vamos ver? «Vamos colocar os concorrentes em quarentena, cada um no seu T0 com tudo o que precisam lá dentro, devidamente higienizado, durante 14 dias. Vão, posteriormente, fazer dois testes [à Covid-19] antes de entrarem na casa, para as pessoas perceberem que eles estão livres e saudáveis para jogarem o jogo na sua plenitude. Entram na casa daqui a 15 dias».

Já o BB Zoom começa este domingo: «O jogo começa já no domingo. Vão interagir entre eles, vão ver-se, vão comunicar e classificar-se. Apenas não vão estar fisicamente juntos. Aí só vão fazê-lo na casa quando entrarem. A casa é estrondosa e os apartamentos são lindos», contou, deixando um apelo aos portugueses: «Não me falhem».

 

As revelações mais impressionantes

 

A conversa rapidamente começou por se inserir num jogo. Manuel Luís Goucha pediu ao colega para retirar um papel de cada vez de dentro de um aquário e para falar sobre o tema em questão.

 

Perdão

«Já perdoas?», questionou Manuel Luís Goucha. «Eu mentiria se dissesse que perdoei tudo aqui que achava que deveria ter perdoado. Há coisas que não consigo perdoar. Consigo relativizar», respondeu, para depois falar do progenitor, já falecido. «Perdoei o pai já muito tarde. Os pais não são feitos à nossa medida. Tenho uma ligação com a minha filha, Leonor, que o meu pai nunca teve comigo mas onde ele estiver está muito orgulhoso. Queria que tudo ficasse em paz e perdoei. Não tenho mínima mágoa. Acho que aos amigos que ele encontrar lá no céu vai dizer [no domingo]: este é meu filho.»

Amor

«O amor é muito complicado. Não é difícil amar outra pessoa porque o Diogo é uma pessoa muito discreta. Mas o amor no seu todo é difícil porque eu sou uma pessoa muito complicada e a nossa profissão é muito exigente. Mas sem o amor nós não conseguimos nada. É difícil encontrar a peça chave. […] Primeiro gosta-se do físico. Logo a seguir descobrimos mais e gostamos de outras coisas», afirmou Cláudio Ramos.

Cristina

«A Cristina [Ferreira] foi uma das coisas mais importantes que me aconteceu na vida. As pessoas não conhecem a Cristina. É muito generosa. Foi de uma generosidade muito grande e eu comovo-me muito com a generosidade. É das coisas mais bonitas que se pode ter num companheiro. Há uma coisa que ela me disse e que não esqueço. No início, quando estava nervoso, disse-me: ‘Olhas para os meus olhos e deixa-te ir’. Foi química imediata. Serei sempre amigo dela, esteja em que canal estiver. É uma pessoa que fica na minha vida», garantiu o apresentador.

Manuel Luís Goucha confessou também que é uma pessoa diferente após a passagem de Cristina Ferreira na sua vida e pediu: «Vamos tentar não chorar a falar dela».

Filha

«A minha filha é a obra mais perfeita. Sempre quis ser pai. Temos uma cumplicidade muito grande. A sexualidade só descobri depois. Ainda amo a minha ex-mulher como amiga. Foi uma relação normal. Só olhei para a minha sexualidade quando olhei para ela», confessou Cláudio Ramos, garantindo que fez terapia. «A Susana entendeu-te?», questionou Goucha, referindo-se à ex-mulher do colega. «Sim. No princípio, é doloroso. Há um caminho que se imagina e que vai por água abaixo. Graças a Deus refez a vida com uma pessoa encantadora.»

Mãe

«É uma mulher extraordinária. Sou o que sou graças a ela», sublinhou.

 

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Texto: Márcia Alves; Fotografias: Arquivo Impala e reprodução redes sociais

 

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