Graciano Dias explica fracasso de novela da TVI: «O público decidiu ver outra coisa»

Graciano Dias, que começou como o vilão James na novela Prisioneira, fala sobre as fracas audiências, da luta dos atores por um projeto que gerou negatividade e da reflexão que a TVI terá de fazer.

04 Out 2019 | 22:50
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É já no dia 12 de outubro que Graciano Dias se despede de Prisioneira (TVI). Numa espécie de balanço de um projeto que começou por abordar temas tão sérios quanto o terrorismo e o tráfico humano e que termina com um lado mais cómico, o ator assume que não sente desilusão, mas reconhece que não conseguiu cativar o público e isso ficou demonstrado nas audiências.

«Vamos imaginar que a Prisioneira tinha tido muito sucesso em termos de share… As pessoas iam dizer que a novela era boa. O facto de não ter tido muito share, não quer dizer que não seja, o público é que decidiu ver outra coisa», começou por dizer o ator, à margem da apresentação da série da RTP, Luz Vermelha, a estrear dia 11. 

«Os atores lutaram sempre para que funcionasse, nunca desistiram», garantiu Graciano Dias, frisando que a negatividade que se criou à volta do projeto, provocada pelas baixas audiências, enfraqueceram o produto. «Num projeto de seis, sete, oito meses, com as pessoas sempre a criar uma negatividade à volta… É duro acartar uma mochila pesada durante muito tempo», considerou, reforçando que esse lado negativo não se sentia no grupo de trabalho.

«Lá dentro, sentíamo-nos bem, unidos. Tínhamos prazer em fazer. Foi um trabalho igual a todos os outros, a única diferença é que o público não viu isso», afirmou Graciano Dias.

«Há problemas que sobre os quais só a TVI poderá refletir»

 

Numa tentativa de dar a volta das audiências, a história de Prisioneira mudou de rumo e fez outras transformações que, segundo o ator, têm de ser refletidas. «A novela tornou-se mais divertida. Foi bom, para nós, atores, de repente, isso acontecer. Para mim, por exemplo, foi uma lufada de ar fresco», destacou o intérprete de James que, por outro lado, confessa que a mudança de estratégia do canal para tentar recuperar as audiências provocou danos colaterais que lamenta.

«O que mais me custa, com esta alteração, foi o facto de terem saído alguns atores. Esse é o lado que me custa: haver atores que precisam de trabalhar e que tinham o seu ordenado garantido e que, de repente, podem sentir-se frustrados por culpa nenhuma. Nós não podemos identificar onde é que está o mal, quando as coisas não começam a funcionar bem. Há outros problemas que só a TVI poderá refletir sobre eles, não nós. Nós somos o motor, o combustível que faz a máquina trabalhar, mas a máquina é que sabe o que deve fazer e o que lhe faz falta», destacou.

 

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