Há uma baixa no Festival da Canção

José Cid e Gonçalo Tavares desentenderam-se. O sobrinho do músico já não vai cantar na primeira semifinal do Festival.

12 Fev 2018 | 14:59
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José Cid compôs a música «O Som da Guitarra é a Alma de um Povo» para a voz do sobrinho, Gonçalo Tavares. A canção é uma das 13 a concurso na primeira semifinal do Festival da Canção 2018, já este domingo, 18 de fevereiro. No entanto, não será Gonçalo mas sim o próprio José Cid a subir a palco.

O músico revela que teve um «desentendimento» artístico com o sobrinho e que decidiram quebrar a parceria. 

«Tivemos um desentendimento a nivel estilístico, vocal. Ele queria modificar a melodia da voz, e eu disse-lhe ‘faz isso nas tuas canções’.», conta José Cid ao nosso site, acrescentando: 

 

«Não chegámos a um acordo, ficámos amigos como dantes e parti sozinho». 

 

 

Cid, um veterano do Festival da Canção, faz questão de salientar que esta rutura não significa uma zanga. «Não estamos de costas voltadas. Aliás, tanto não estamos que ainda ontem paguei um cheque de 3000 euros para a produção do novo disco do Gonçalo». 

José Cid, que venceu o Festival da Canção em 1980, com a canção «Um Grande, Grande Amor» explica que a sua música é «muito despojada, muito world music», algo que colidiu com a forma de cantar de Gonçalo Tavares.  «É um estilo a que o Gonçalo não está habituado. Eu quis is nessa direção e ele não concordou». 

 

Gonçalo Tavares e José Cid já tinham concorrido em dupla ao Festival da Canção, em 2015, com a música «Tu Tens uma Mágica», que ficou em terceiro lugar. Uma parceria que Cid quis repetir este ano… sem sucesso. 

 

«Tive a ideia de o incluir para o ajudar na carreira dele mas ele não se adaptou. Quis seguir a linha dele. Eu arriscaria muito se não levasse uma musica que não fosse eu. É por isso que não cheguei a acordo com o Gonçalo. Ainda tentei que ele aceitasse opinioes minhas mas ele não quis», acrescenta o intérprete de músicas como «Cai neve em Nova York» e «No Dia em que o Rei Fez Anos». 

 

José Cid quer chegar à final

Este ano, José Cid comemora meio século de participações no Festival da Canção. Um número de respeito que faz do músico um veterano do certame de música. E, este ano, Cid não quer menos do que um lugar na final de 4 de março, em Guimarães. «Seria uma grande decção se não fosse apurado», afirma.

 

José Cid concorre na primeira semifinal. Clique no vídeo para ouvir excertos das 13 músicas a concurso no dia 18 de fevereiro.

 

texto: Raquel Costa | Fotos: RTP e Arquivo Impala

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