Humorista simula morte de avó no Levanta-te e Ri… mas piada já é antiga!

Carlos Vidal iniciou a sua atuação na última emissão do programa Levanta-te e Ri levando o público a crer que uma das suas avós tinha morrido. Bruno Nogueira já tinha feito o mesmo há cinco anos.

31 Jul 2019 | 10:31
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O Pavilhão Multiusos de Gondomar serviu pela primeira vez de palco para o formato da SIC Levanta-te e Ri naquela que entrou para a história como a emissão com a maior plateia de sempre do programa de stand-up comedy. Mais de cinco mil pessoas assistiram no local, no passado domingo, às atuações levadas a cabo por nomes como Aldo Lima, Francisco Menezes, Fernando Rocha e Carlos Vidal.

O último protagonizou um dos momentos da noite. Ainda antes de Carlos Vidal subir ao palco, o anfitrião do programa, Marco Horácio, pediu um aplauso para o comediante, alegando que este tinha acabado de ser informado, nos bastidores do Pavilhão Multiusos de Gondomar, de «uma notícia que não é fácil de digerir».

«Vocês sabem que este programa é em direto e que tudo pode acontecer…», antecipou, com um suspiro, o apresentador. «Peço-vos que o recebam com muito carinho. Não é fácil e ele quis não falhar. Nós demos-lhe abertura para ele ir para casa, se ele quisesse… Não é fácil a situação. Uma salva de palmas para Carlos Vidal».

E assim foi. O «carinho» pedido por Marco Horácio para o humorista que se seguia na sessão de stand-up comedy foi expresso em aplausos. Chegado ao palco, e com uma expressão séria, Carlos Vidal afirmou: «Boa noite. Não estava à espera que o Horácio fizesse isto. Queria só dedicar a minha atuação à minha avó, que, soube agora, infelizmente não está entre nós».

Os braços cruzaram-se enquanto era entoada uma salva de palmas. O público presente acabou mesmo por se levantar em massa para aplaudir o aparente momento emotivo. Aparente porque tudo não passou de uma simulação. Terminada o aplauso, Carlos Vidal atirou: «Não está entre nós porque não conseguiu bilhete, que isto esgotou. Eu ainda lhe disse: ‘Ó vó, ficas lá atrás connosco’. E ela: ‘Não, quero pagar bilhete!’»

 

 

Ouviram-se assobios e gargalhadas, que contrastaram com algumas caras de descontentamento com o momento de humor ali vivido. A maioria parecia ter apreciado a piada.

 

Bruno Nogueira já o tinha feito

 

Nas redes sociais, claro, o momento foi reproduzido e houve quem tivesse feito a pergunta para um milhão de euros: «O humor tem limites?». Outro internauta recuou no tempo para lembrar que Carlos Vidal não foi pioneiro neste momento de humor. «O Bruno Nogueira fez isto há mais de cinco anos num espectáculo em Oliveira de Azeméis. Bruno, confirmas?», pode ler-se no Twitter.

E Bruno Nogueira anuiu. «Confirmo», limitou-se a escrever o humorista na mesma rede social.

 

 

Nesta plataforma da Internet, as opiniões dividem-se quanto à pergunta levantada. Se uns aplaudem o «humor negro» e dizem que «a piada é muito boa», outros lamentam aquela piada. «Este é um bocadinho básico. Como a audiência e o programa em questão. Mas, lá está, os ‘comediantes’ são um reflexo dos públicos. E, como o público é muito limitadinho e ri-se por qualquer laracha, por mais básica que seja, a qualidade dos ‘comediantes’ não podia ser muita», considera outro cibernauta.

 

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Texto: Dúlio Silva | Fotografias: SIC

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