“Ir para uma prisão? Não!” Toy garante que nunca entraria na casa do “Big Brother”

O regresso à estrada e aos concertos, a experiência na novela “Amor Amor” e a possível entrada no “Big Brother Famosos”: Toy revela tudo!

13 Mar 2022 | 17:25
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Toy está de volta à estrada e não tem mãos a medir com tanto trabalho. Durante uma conversa com o cantor, que decorreu à margem da “Festival do Cogumelo 2022”, na Parreira, Chamusca, o músico mostrou-se feliz e revelou algumas novidades.

“É super bom voltar à estrada, ver felicidade nas pessoas, partilhar um bocadinho daquilo que nós somos. No fundo ser artista é ser, acima de tudo, um ser humano e depois é fazermos o trabalho da melhor maneira que nós soubermos e ser generoso”, conta o cantor.

Toy admite que que tem mais de 50 concertos marcados e que é uma lufada de ar fresco depois dos tempos de incerteza nestes dois anos de pandemia que o obrigaram a ficar parado. “Já tenho coisas para 2023 também. Vou cantar à República Dominicana, em Espanha, França, Suíça”, revela.

“Esta coisa da máscara foi uma coisa que me assustou muito. Eu odeio carnaval, portanto estes dois anos foram complicados. Respeitar as regras, sim, sempre, mesmo que não estejamos sempre de acordo com elas. Muito haveria a dizer sobre as vacinas. Também tenho a minha terceira dose, mas se eu pudesse lutar contra o lobbie de alguns fármacos que não libertaram marca e patente e nós fomos obrigados a reter uma vacina de uma determinada marca, quando as vacinas deviam ser livres de todas as marcas. Mas isso era uma conversa muito longa…”

Toy explica como deu a volta neste dois anos em que não pode subir aos palcos. “Quando a pandemia começou procurei sobreviver de 1001 formas. Fui comentar para um programa que eu nunca tinha visto, fui fazer músicas para novelas, fiz o concurso I Love Portugal, fiz um concurso que vai estrear para a RTP. Participei mais vezes nos programas de domingo na TVI. Tive inclusivamente uma exclusividade no Somos Portugal, que era O Cantinho do Toy, que durou pouco tempo, porque começaram a aparecer concertos e aquilo tinha que ser sempre”, assume.

 

Toy fez 40 músicas para “Amor Amor”

 

O artista fez 40 músicas para a novela “Amor Amor”, SIC, e admite que adorou trabalhar com todos os atores. “40 estão feitas. Faltam mais 10. Aliás, uma das 10 já está feita”, conta, sem querer revelar de que projeto novo está a falar, adiantando apenas que se trata de uma terceira temporada de Amor Amor.

“É sempre bom trabalhar, é gratificante ser convidado por pessoas que confiam no meu trabalho. Depois é muito importante ter feito, dessas 40 músicas que fiz, diferentes estilos: popular até estilo quase interventivo ou até alternativo. Toda a banda da novela é minha. Isso é muito gratificante. Hoje, eu e o Ricardo Pereira somos como manos, porque foi um trabalho intenso. Estivemos muito tempo juntos.”

 

Músico tornou-se amigo do ator Ricardo Pereira

Toy assume que não foi fácil colocar todos os atores da novela a cantar, mas que foi uma tarefa bem conseguida. “Não foi fácil pô-los a cantar. Era a mesma coisa que me porem a mim agora a andar a cavalo. Sou capaz de andar em cima de um cavalo mas até aprender a dominar um animal daqueles leva tempo. O Ricardo não cai do cavalo. Cantar é uma coisa inata, ou sabes ou não sabes. Ninguém aprende a cantar, pode é corrigir algumas coisas. Cantarolar toda a gente faz e hoje em dia temos alguma facilidade de adaptar”, diz.

O músico continua a elogiar Ricardo Pereira, que dá vida a Romeu. “O Ricardo surpreendeu-me. Uma vez fomos ao Casa Feliz e com a guitarra e não ficou assim tão mal. Por este Mundo fora há muita gente a cantar que se não o fizesse também não fazia falta nenhuma, mas isso gostos não se discutem. Eu próprio há cantores que gosto muito e não são grandes cantores. Eu gosto de ouvir um Rui Reininho em palco. Não acho que ele seja um grande cantor, mas acho que é um animal de palco”, argumenta.

 

Toy garante que não entrava no “Big Brother Famosos”

Toy é um dos comentadores do “Big Brother Famosos” e agarrou desafio apesar de não ser espectador do formato. “Eu acho piada. Não é um programa que visse, porque não era fã, mas a partir do momento em que comecei a fazer comentários comecei a ver bocadinhos. E dos bocadinhos que vi tirei sempre ilações. Nada do Mundo é sempre positivo e sempre negativo. Sendo aquilo um laboratório de psicologia, podes pegar em alguns exemplos, maus ou bons para dizer que pode ser um bom exemplo para a sociedade ou um mau exemplo para a sociedade e também verificar os comportamentos e atitudes de quem está lá dentro e que às vezes são muito parecidos ao que se passa cá fora. Só que ali estão fechados 24 horas e às vezes têm comportamentos que não são habituais, pelo menos nas pessoas que eu conheço e que estiveram ou estão lá”, defende.

O cantor explica por que não fala mal dos concorrentes. “Há uma coisa que eu faço que é: nunca falar mal. Tenho filhos, tenho uma neta e portanto podemos fazer uma crítica construtiva. Tento ser o mais assertivo possível”, sublinha, garantindo que não seria concorrente de um “Big Brother Famosos”.

“Nunca entraria. Porque eu fiz a Casa do Toy, a câmara andava atrás de mim, mas eu fazia a minha vida, com a minha família. Agora ir para uma prisão? Não, não faço. Nem à tropa fui. Aí não entrava mas não critico quem entra”, atira.

 

Texto: Ana Lúcia Sousa; Fotos: redes sociais 

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