Irmã de Luciana Abreu «repõe a verdade»: «CHEGA! PÁRA»

A irmã de Luciana Abreu prometeu «repor a verdade» na entrevista para o Você na TV!. Em conversa com Manuel Luís Goucha, Luísa diz que a mãe «ficou destroçada» com as declarações de Lucy na SIC.

25 Fev 2019 | 13:27
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Luciana Abreu fez acusações, não só ao ex-marido como à mãe, Ludovina, e à «meia-irmã» – como frisou várias vezes – Luísa. Foi a este propósito que a jovem esteve esta manhã na antena da TVI. Em entrevista a Manuel Luís Goucha, contou a sua versão dos factos e deixou um pedido à artista da SIC. «Quer dizer alguma coisa à sua irmã?», perguntou o apresentador das manhãs da TVI. «Chega! Pára. Chega de fazer sofrer tanto o coração da nossa mãe, que já sofreu tanto. Chega», pede Luísa.

 

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O pedido desesperado foi feito após Luísa ter respondido a Goucha quando confrontado com as acusações que Luciana Abreu fez n’O Programa da Cristina e que pode ler aqui. «A minha mãe quis ver em direto. Ficou destroçada», conta Luísa sobre o dia em que a irmã leu um comunicado nas manhãs da estação de Paço de Arcos.

 

Filhas de pais diferentes?

 

Nesse dia, Luciana afirmou ser «meia-irmã» de Luísa. «Não é verdade. Não sei em que é que a minha irmã se baseia para fazer uma difamação dessas. Não fui chamada para fazer nenhum teste de ADN. Uma curiosidade: Da parte da minha mãe não existe ninguém com alergia à penicilina. Somos as três alérgicas da parte paterna», justifica.

«A Luciana tinha 14 anos quando saiu de casa. Eu tinha seis. Eu é que era a criança. Ouvi muitas vezes o meu pai… desculpem, o nosso pai dizer à nossa mãe que eu não era filha dele. Mas sabia que ele dizia isso para a menosprezar e magoar», afirma.

 

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«Íamos as três fazer limpezas num salão»

 

No comunicado que leu em direto n’O Programa da Cristina, e que afirmou servir para «limpar a dignidade», Luciana disse ter descoberto que a mãe «tinha uma casa noturna de massagens» e referiu ter tido, ela própria, «três empregos» para fazer frente às despesas de casa. Luísa nega. «A minha irmã diz que teve três empregos. Jamais. Em tempo algum. A minha mãe trabalhou na Santa Casa da Misericórdia. Foi efetiva durante 13 anos. Quando não fazia turnos íamos as três fazer limpezas num salão na Maia. Como sabíamos o quanto ela trabalhava, íamos as três para ser mais rápido», salienta.

«A nossa mãe não teve um negócio de massagens, em tempo algum», prossegue.

Manuel Luís Goucha quis saber mais e Luísa referiu que «a única conclusão» a que chega é que esta «ideia só poderá ser de uma mulher» com quem a irmã «se faz acompanhar e que diz ter o dom da encarnação». «A minha avó materna cai no corpo dessa mulher e diz estas coisas. Ou sejam, a minha avó materna diz mal da própria filha. Será isto possível?», deixa no ar.

 

Obrigada a ver pornografia

 

Se há «confissão» em que Luciana e Luísa estão de acordo é em relação ao pai. «O meu pai obrigou-me a ver pornografia a seu lado», disse a primeira na SIC. A segunda confirma. «Era [verdade], Manuel Luís. Eu também a vi. Era o meu pai. A minha mãe não sabia. Eu era uma criança. Fazia-me imensa confusão… Queria fechar os olhos. Tínhamos de ver, se não sofríamos consequências físicas», recorda. «Não sabíamos como ia acabar o dia. Às vezes levávamos porradas… Éramos acordadas a meio do sono (…). A minha mãe também era acordada assim».

 

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Luísa admite que quer «esquecer» esses e outros momentos da sua infância. «Qualquer pessoa quer esquecer», confessa. «Foi assim até a minha mãe ganhar coragem e no dia em que eu completei oito anos, a 27 de setembro de 1999, pegou em nós e fugimos para casa da nossa tia, irmã da nossa mãe. Nunca fomos abandonadas. Se há mulher mais extremosa é a minha mãe», lembra. «Quando a minha irmã fala da infância dela, fala também da minha e da minha irmã mais velha.»

Quanto ao que «mudou» na relação entre as três irmãs – Luciana e Luísa são ainda irmãs de Liliana -, acredita que foram «as tais acusações feitas por aquela mulher», diz, referindo-se à amiga de Luciana que tem o «dom da encarnação».

 

Luísa chama «maninho» a Yannick

 

Luciana referiu ter feito «queixa de violência doméstica» contra Yannick Djaló, pai das suas duas filhas mais velhas. «Pelo amor que lhe tinha, retirei mais tarde, mas ficou registada», contou a artista no programa de Cristina Ferreira.

A Goucha, a irmã da eterna Floribella admitiu «nunca» ter presenciado momentos de agressão física ou verbal do ex-cunhado para com a atriz. «Quem conhece o Yannick sabe que isso não é da personalidade dele. A minha mãe assistiu ao parto da  Lyonce e eu da Lyannii, juntamente com o Yannick, que em momento algum foi um mau pai. Chamo-lhe maninho», alegou.

«A mãe do Yannick faleceu sem conhecer as netas, porque nunca lhe foi permitido. Nunca», prossegue Luísa, desfazendo-se de seguida em lágrimas ao recordar o último dia em que esteve com as sobrinhas. «Desde os cinco aninhos da Lyonce [atualmente com oito] que sempre fui eu quem lhe preparou os aniversários. Nunca mais as vimos. Vimos no parque, só», adianta, recordando as imagens que na altura foram publicadas na comunicação social.

«Elas chegaram de bicicletas e esqueceram-se completamente delas. Abraçaram-nos. A última imagem que tenho das minhas sobrinhas é elas irem embora e a Lyannii sempre de cabecinha virada até não me ver mais»

«Não fomos nós que levamos um paparazzi. Só pode ter sido a minha irmã. Quem foi contactado para fazer esse serviço sabe perfeitamente quem o contratou», aponta.

 

«Continuo a amá-la»

 

Antes de deixar a já referida mensagem a Luciana, Luísa voltou a recordar a dor da mãe, evocando a época em que esta tentou o suicídio. «Eu ainda não sou mãe, mas não consigo imaginar… eu vivo a dor dela. Ela não vai a um café sozinha, não abastece o carro sozinha. Desaprendeu a aceitar o olhar das pessoas, pensa que está a ser julgada. As pessoas conhecem-na na rua, dizem comentários desagradáveis», indica.

Ludovina, diz ainda a filha, «sente amor» por Luciana, mas «com imensa dor». E «há momentos em que tem crises» por causa da «ausência das netas». «Acorda e quer fazer biberons», revela.

«A imagem de trio unido pertence ao passado?», quis saber Manuel Luís Goucha. Luísa Abreu respondeu assim: «Da nossa parte não. Continuo a amá-la. Amo as minhas irmãs».

 

Texto: Ana Filipe Silveira | Fotografias: arquivo Impala

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