Irmãs de Começar do Zero ACUSAM PRESSÃO e DISCUTEM: «Não mandas calar ninguém!»

Marta e Mariana começam a dar sinais de pressão e trocam palavras amargas entre si. «Ainda temos muita coisa do passado para resolver entre nós», admite uma das concorrentes.

08 Abr 2019 | 11:50
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A emissão deste domingo, dia 7 de abril, do programa Começar do Zero ficou marcada por uma discussão acesa, em público, entre as irmãs que participam na experiência social da TVI. Marta e Mariana mostraram ter pontos de vista diferentes e atacam-se mutuamente. O conflito verbal só terminou quando uma abandonou o local. «Só dizes porcaria», atirou a segunda.

 

O casal Inês e Daniel

 

Inês, de 30 anos, e Daniel, de 32, são de Coimbra e concorrem ao programa Começar do Zero após um ano e meio de casamento. «Como casal», que se conheceu através das redes sociais, «sinto que ainda pensamos individualmente, se calhar mais o Daniel do que eu», considera a mulher.

«Sou uma pessoa muito fechada. Às vezes, a Inês tenta puxar por mim para conversar sobre certos assuntos e eu não converso. Deixo-a falar. Costumamos estar aqui muitas vezes afastados. Ela encostada num lado do sofá e eu noutro», diz ele. «Se calhar, sem nada, vou ter de me entreter com ela», acrescenta.

Já Inês defende que esta experiência «vai ser importante» para que o marido «perceba que juntos conseguem fazer muito mais do que cada um para seu lado». Mas há outro objetivo nesta participação:. «Espero obter o ensinamento necessário para, quando tivermos um filho, tentar que ele não se foque tanto nos bens materiais como nós já estamos habituados».

Antes de se despir, Inês conversa ao telemóvel com a avó, com quem fala todos os dias e que não contém a emoção na despedida temporária da neta.

 

As irmãs Marta e Mariana

 

Em Lisboa, Marta e Mariana vão a meio da experiência. Na primeira ida ao contentor deste episódio, Mariana assume que a sua «prioridade mudou». «Gostava de pedir o esquentador. Era a minha prioridade […]. Hoje vou ser um bocado egoísta e vou buscar um casaco para mim, porque preciso de me manter saudável», diz a jovem, que acordou doente.

Marta escolhe as chaves do carro. «Precisava delas para poder ir para o trabalho. De transportes, iria comprometer o meu trabalho», diz ela. Já no regresso do estágio, Marta encontra-se com a irmã para um passeio à beira-rio. Aí, começa uma discussão.

«Mariana, fui para o estágio quatro horas. morreste nessas quatro horas?», atira Marta. «Eu não senti a tua falta», responde a irmã. Marta contrapõe: «Ainda bem, graças a Deus. Descola um bocadinho… Isto era suposto ligar-nos, mas calma! Cada uma tem a sua vida!»

Em depoimento, Mariana explica que situações como esta «costumam acontecer na relação» entre as irmãs. «Não pensem que somos irmãs ligadas, porque não somos. Viemos para isto para ficarmos as duas ligadas. Não digo que não estamos, mas ainda temos muita coisa do passado para resolver entre nós».

Os ânimos exaltam-se. «Vou sair daqui porque estás a irritar-me bué. Estás a ser parva», considera Mariana. Marta não se cala: «Então sai. Tchau».

Relativamente próxima da irmã, Marta diz que ela «tem de aprender a ouvir». «Aprender a ouvir?! Deves estar a gozar comigo. Tu nem ouves. Já te ouviste? Então cala-te!», atira Mariana. «Oh Mariana, cala-te tu. Para já, não mandas calar ninguém!», contra-ataca. «Tu nem te ouves, só dizes porcaria», continua Mariana.

Para Marta, Mariana teve «uma atitude de criança». «Pareces a minha afilhada, que faz birra», acrescenta, para a seguir completar: «Estou farta! Estou farta!»

Mariana abandona o local. Mais tarde, Marta volta a falar sobre o assunto: «A Mariana está a tornar-se numa pessoa um bocado possessiva comigo. Neste momento, precisava de separar a minha vida da Mariana. Ela não percebeu isso. Tenho muita pena. Custa-me, mas é um mal necessário». Acaba por sair de casa sem a irmã e vai ter com um amigo, num local onde a melhor amiga a surpreende. A concorrente emociona-se com a sua presença: «Precisava mesmo dela. Precisava de um abraço, precisava de a ver».

Já de regresso a casa, Marta confessa: «Houve vários momentos em que me arrependi de ter deixado aqui a minha irmã sozinha. Parecia que estava a ter um ato egoísta». Os ânimos acalmam-se finalmente.

 

O casal Júlio e Alice

 

Para Júlio e Alice, de Braga, chega ao fim a experiência social. «Foi uma experiência muito intensa, que serviu para aprender que as nossas casas acumulam muito lixo. Por outro lado, serviu para termos a noção de que podemos fazer melhor», diz ele.

Já com a casa novamente recheada, o casal acaba a sua participação no formato da TVI a fazer uma triagem de coisas para vender. O objetivo passa por fazer uma viagem em família.

 

Os amigos Andreia e Renato

 

Em Fátima, e depois de um pequeno-almoço improvisado, com Andreia e Renato a pedirem alimentos à porta dos vizinhos, os amigos vão ao contentor. Ela, que tirou maquilhagem na última ida, tira agora um casaco. «É comprido, portanto, consigo manter-me quente e tapada ao mesmo tempo», justifica. Já ele escolheu umas calças.

Pensativo, Renato explana: «Sou mais dependente do amor da minha família do que aquilo que imaginava. Tenho saudades do meu pai, da minha mãe, dos meus irmãos. Muitas vezes, a Andreia está a dormir, eu estou aqui a pensar e vêm-me as lágrimas aos olhos, sou sincero».

Nova ida ao contentor. O amigo confessa que tem sempre a tentação de trazer o telemóvel, para ligar à família, mas assume que «há outras prioridades». Acaba por escolher um casaco. Ela opta por uns ténis. Um dia depois, é a vez de ele escolher umas sapatilhas. Andreia leva uma televisão para que juntos combatam a solidão. Uma decisão pensada em grupo, afiançam.

 

Fabiana

 

A participação de Fabiana, de 40 anos, a residir no Estoril, na emissão deste domingo de Começar do Zero destaca-se pelos objetos que decide tirar do contentor.

Primeiro, opta um objeto com um significado especial para si: «No dia de hoje, vou pegar na minha medalha, que é o meu ‘ohikari». «Confesso que já estava a sentir falta […]. Já me sinto mais segura, mais completa», afiança a brasileira.

No dia seguinte, regressa ao contentar para voltar a ter acesso à sua bolsa com produtos de maquilhagem. «Já estou a sentir muita falta. O meu lábio já está rachado… Incomoda-me muito as minhas manchas no rosto e quero sentir-me bonita. […] Peguei na hora certa, antes não fazia sentido», explica Fabiana, que chama ao kit de maquilhagem o seu «kit de sobrevivência».

 

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Texto: Dúlio Silva | Fotografias: Divulgação TVI

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