Joana Alvarenga sofre com saúde da avó: “Está com os braços presos a uma cama”

Joana Alvarenga está com o coração nas mãos ao assistir ao sofrimento da avó de 90 anos, que está acamada e sofre de demência.

05 Jan 2024 | 15:47
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Joana Alvarenga está revoltada devido às condições do Serviço Nacional de Saúde. A mãe da atriz está internada e Joana descreve o funcionamento do Hospital de Vila Nova de Gaia de “caótico”.

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“Dirigido ao Hospital de Vila Nova de Gaia e ao Ministro da Saúde, Manuel Pizarro. Que a saúde do país está numa situação caótica, todos sabemos. Mas nunca pensei que passaria por uma situação destas”, disse nas redes sociais.

“Com 90 anos, a minha avó já está há cinco dias nas urgências do referido hospital”

“A minha avó tem 90 anos, caiu e partiu o fémur. A minha avó precisa de uma prótese e está com os braços presos a uma cama. A minha avó grita pela família a cada segundo que não nos deixam estar com ela. A minha avó tem demência e está a ter imensas alucinações por não estar no ambiente que ela conhece. A minha avó caiu no passado dia 1 e, desde então, não saiu das urgências, não a operam e não está, sequer, numa enfermaria. Está, simplesmente, lá deitada à espera. Com 90 anos, a minha avó já está há cinco dias nas urgências do referido hospital, com uma perna partida, porque dizem que não há vagas para ter uma cama”, pode ler-se.

“Pior, a médica disse que podia ter que esperar três semanas para ser operada. Por favor, em que país de terceiro mundo estou a viver, para deixarem uma idosa de 90 anos, com demência, com a perna partida e cheia de dores durante três semanas? Se, por um lado, há enfermeiros e auxiliares superatenciosos e simpáticos, que nos deixam estar com ela, conseguindo acalma-la, existem outros que dizem serem profissionais de saúde – profissionais até podem ser, mas humanos não o são de certeza -, que nem nos deixam aproximar, mesmo estando ela aos gritos a chamar pela família e a pedir ajudar, e nós a ouvi-la no corredor, sem poder ajudar ajudar. O sentimento de impotência é enorme”, acrescentou.

“Não queria voltar a escrever outro texto por não terem chegado a tempo de ajudar a minha avó. Por favor, partilhem o máximo que conseguirem, a ver se alguém consegue ajudar a diminuir o sofrimento da minha avó”, remata a atriz.

Texto: Inês Borges; Fotos: DR
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