Joana Amaral Dias sobre o filho adotado: «é muito carente, quer muito colo»

Joana Amaral Dias e o companheiro, Pedro Pinto, adotaram uma criança de dois anos. A comentadora revela pormenores do processo de adoção de Dinis.

29 Nov 2019 | 12:49
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Sete anos após ter dado entrada com um pedido de adoção, e já com dois filhos, Joana Amaral Dias recebeu a notícia de que ia ser mãe pela terceira vez. A ex-deputada é oficialmente mãe de Dinis, de dois anos, uma criança que veio mudar por completo a vida da família.

Esta sexta-feira, nas manhãs da TVI, Joana Amaral Dias partilhou como está a ser o processo de adaptação. « [O Dinis] É muito carente. Quer muito colo, quer muita atenção, mas não me importo nada. Acho que o próprio trauma é por ser institucionalizado», relata.

Há sete anos, Joana Amaral Dias estava solteira. Entretanto, conheceu o atual companheiro, Pedro Pinto e tiveram uma filha, Luz, atualmente com 3 anos. Nada que tenha feito esmorecer a vontade de adotar. «Queríamos adotar, independentemente de termos ou não um filho biológico… Tomei consciência que havia crianças que não tinham uma casa e uma família. Sempre achei um absurdo! Tantas casas que não têm crianças. Tive mais consciência política quando me dei conta que em Portugal existem 60 mil crianças institucionalizadas… nós temos condições em casa e amor para dar», confessou a Manuel Luís Goucha e Maria Cerqueira Gomes.

«Ele nunca tinha apanhado chuva»

A espera, conta ainda Joana Amaral Dias, teve momentos «desesperantes», mas o casal nunca pensou baixar os braços. «Sete anos para nós é muito tempo, para uma criança é a vida toda. Uma criança não está sete anos à espera, está 50 … a janela de crescimento é completamente diferente…», explicou.

Já com Dinis em casa, iniciou-se depois o processo de adaptação de toda a família ao novo elemento. «Quando o vimos é aquela coisa de querer conquistar e que ele se sinta bem. Este processo é para os dois lados, porque tu tens de o conhecer mas ele também tem de conhecer a ti e o mundo», explica, revelando pormenores sobre as vivências do menino.

«Ele nunca tinha apanhado chuva… A primeira vez que dormiu lá em casa, ficava espantado porque nós também íamos dormir. Para ele, os adultos não dormiam, porque nas casas de acolhimento há sempre um adulto de vigilância», relatou ainda Joana Amaral Dias.

A ex-deputada de 44 anos é, agora, mãe de Vicente, de 24 anos, Luz, de três e Dinis, de dois.

 

Texto: Raquel Costa e Ricardina Batista | Fotos: redes sociais e Arquivo Impala

 

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