João Baião confidencia: «a imagem de uma mãe num caixão não se esquece nunca»

Dois meses depois de perder a mãe, João Baião fez confissões sobre a dor constante de não a ter por perto. «No fim, ela já não me reconhecia», contou.

02 Dez 2019 | 18:00
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João Baião esteve esta segunda-feira, 2 de dezembro, n’O Programa da Cristina e fez algumas confidencias sobre a sua vida pessoal. O apresentador, que perdeu no dia 7 de outubro a progenitora, Maria Luísa, falou com Cristina Ferreira sobre o Natal sem a mãe e a dor constante de não a ter por perto.

«Eu gosto muito do Natal e vivia muito esta época pela família e com a família», afirma, acrescentando entre lágrimas: «Mas a imagem de uma mãe num caixão é uma coisa que não se esquece nunca».

O apresentador teve pouco tempo para fazer o luto da mãe, uma vez que preferiu regressar ao trabalho no dia a seguir ao funeral desta. Para João Baião, o facto de a mãe gostar da sua alegria, e de a revelar enquanto trabalha, levou-o a regressar ao trabalho mais rapidamente.

«O público não tem de levar com o meu sofrimento. Se tivesse ficado em casa teria sido pior. A minha mãe tinha o maior orgulho em mim. Ela gostava da minha alegria. É difícil explicar como se pode estar alegre estando desfeito por dentro», confessa.

Para João Baião o «desaparecimento» da mãe sempre foi sinónimo de sofrimento. Desde pequeno que o apresentador desesperava quando a mãe não aparecia à hora certa.

«Se ela dizia que chegava às seis e chegava às oito» o apresentador «chorava à janela» até que a mãe aparecesse e o reconfortasse. João Baião acreditava que com a idade o sofrimento atenuava, no entanto, à medida que foi crescendo, percebeu que nada disso iria acontecer. «Sempre quis ser mais crescido para não sofrer tanto. Mas nestas coisas não se tem idade», conta.

 

«O que me impressionou foi o vazio do olhar»

O dia 7 de dezembro tornou-se duplamente triste para o apresentador. Foi neste dia que João Baião disse pela última vez adeus aos pais, Maria Luísa e Severino. O pai do apresentador morreu há cerca de nove anos, neste mesmo dia, o dia anterior ao aniversário de João Baião.

Quase uma década depois, João Baião volta a ver um dos seus pilares a ir embora e assume que todo o processo, especialmente o dos últimos dias, não foi fácil. «O que mais me impressionou foi o vazio do olhar dos últimos dias. No fim, ela já não me reconhecia. Já só respirava. Eu dizia-lhe sempre que a amava», refere.

«Quando temos filhos, acabamos por perspetivar a vida neles. Quando não temos, ficamos sem alicerce e começamos a ver-nos sós», termina.

Texto: Marisa Simões; Fotos: Reprodução Instagram
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