João Catarré a um passo da morte: «Quando acordei, estava um autocarro à minha frente»!

O ator não se esquece da fase de excessos que viveu na sequência da exposição ganha em Morangos com Açúcar e que quase lhe tirou a vida. As «tentações» eram muitas: «namoradas, álcool e drogas».

30 Mar 2019 | 15:46
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O apresentador Daniel Oliveira prometeu uma «entrevista poderosíssima» com João Catarré e cumpriu. Na conversa exibida, este sábado, no programa da SIC Alta Definição, o ator confessou que a fase da sua vida coincidente com a primeira temporada da série da TVI Morangos com Açúcar, da qual foi protagonista, foi uma fase em que caminhou «na direção errada».

 

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«Há várias tentações […]. Há tentações perigosas. [O meio televisivo] É tentador em vários aspetos: namoradas, álcool, drogas. Aparece de uma forma muito fácil, de fácil acesso. Presenças… Fiz muitas presenças em discotecas», recordou o ator.

E foi nesta altura que lembrou com um tom sério um episódio em que esteve a um passo da morte: «Trabalhava seis dias por semana, de segunda a sábado, 12 horas por dia, e ainda conseguia fazer três presenças por fim de semana. Era dinheiro fácil. Era o princípio, o deslumbramento. […] Só que isto, depois, também cansa. E o caminho perigoso pode ser tu estares muito nisto e deixares-te ir por aí fora. E eu parei porque tive um susto, um grande susto.»

 

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Abordando um episódio de que nunca tinha falado anteriormente, João Catarré realçou que «dormia no domingo para recuperar para a semana toda» de trabalho que se seguia até que, «numa dessas viagens», o pior quase aconteceu. «Adormeci ao volante. Lembro-me perfeitamente de estar a conduzir numa autoestrada e de ver um ponto vermelho lá ao fundo. Não sei como, quando acordei, estava um autocarro à minha frente», relatou.

E continuou: «Pus um pé no travão, andei com o meu carro quase a raspar no autocarro, com passageiros, ainda por cima. Demorei uma eternidade a controlar o carro. Ele entrou em despiste e eu fui ao rail central, ao rail lateral, ao rail central, sempre a tentar controlar o carro. Consegui, felizmente. Não aconteceu nada.»

 

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Já com o carro sob o seu controlo, João Catarré parou-o. E desabou. «Encostei o carro e desatei a chorar num pranto. Porque não era só a minha vida, era a vida daquelas pessoas todas que iam no autocarro. Aí ganhei noção: ‘Não podes fazer isto. Não és só tu. É dinheiro fácil? Isso não te paga a vida, que era o que ia acontecer agora a ti e àquelas pessoas que não têm culpa alguma».

 

«Os meus pais nunca me largaram»

 

Este caso revelou-se um episódio transformador para João Catarré. «Quando isso me aconteceu, parece que me passou uma cortina preta à frente. Pensei: ‘Deram-me aqui uma oportunidade porreira. Não vou desperdiçá-la. O que estás a fazer?’ Nunca mais fiz uma presença na vida e dificilmente farei.»

O ator, um dos mais reconhecidos da sua geração, aproveitou a ocasião para agradecer aos pais, «os melhores do mundo», que lhe deram sempre suporte, mesmo após o acidente relatado. «Apoiaram-me sempre. E olha que não fui fácil de educar. Tive situações não tão boas e, aí, eles nunca me largaram. Deram-me as duas mãos com força e puxaram-me cá para cima», disse.

 

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Texto: Dúlio Silva | Fotografias: arquivo Impala e reprodução redes sociais

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