José Carlos Malato revela: «tenho namorado mas não tenho namorado!»

Um ano depois do fim do namoro com João Caçador, José Carlos Malato reflete sobre a importância que essa relação teve na sua vida. O apresentador da RTP revela que tem tido alguns envolvimentos.

12 Dez 2019 | 18:50
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2019 foi um ano de redenção para José Carlos Malato. Fez as pazes com a mãe, de quem se tinha afastado após a morte do pai, em maio de 2018, e foi tio-avô da pequena Maria Benedita, de 4 meses. Voltou a narrar a Eurovisão ao lado de Nuno Galopim depois de, em 2018, ter falhado a ida a Telavive, que coincidiu com a fase final da doença do pai.

Em outubro, numa emotiva entrevista a Tânia Ribas de Oliveira, o apresentador de 55 anos falou sobre o bullying sofrido na adolescência e revelou também pormenores sobre como percebeu que gostava de homens.

Sereno, José Carlos Malato conta-nos, à margem da 75ª edição do Natal dos Hospitais, que a sua vida amorosa está estabilizada… embora ainda não tenha encontrado ‘aquela’ pessoa especial.

Está muito tranquilo, de bem consigo.

Estou, sinto-me muito bem. Tenho um trabalho de que gosto, sinto que sou querido na RTP, gosto do que estou a fazer, gosto de fazer o Portugal no Mundo, estes eventos [Natal dos Hospitais, Circo de Natal, Fim de Ano] que saem fora de grelha, normalmente sou eu que os faço. Para mim é muito gratificante, mesmo quando substituo algum colega. Estou sempre pronto. 

Em janeiro do ano passado, disse-nos, em tom de brincadeira, que por causa do programa Portugal no Mundo, ia ter «um amor em cada porto». pergunto-lhe agora se encontrou pelo menos um amor num porto.

(gargalhada) Não porque não dá tempo! Amores não dá tempo porque vamos a correr e não dá.

E amores no Porto? Ou em Lisboa? 

Ah, isso é outra coisa! Sim. Tenho namorado… mas não tenho namorado. 

Como assim?

Tenho namorado mas não tenho namorado!

E esses namoros têm sido bons?

Bons! Muito bons!

Alguma pessoa especial ou muitas pessoas especiais? 

Não! Muitas pessoas especiais! Acho que agora, como é uma coisa mais light, digamos…

Já não há o peso de não falar publicamente sobre o tema.

Sim, isso tornava as coisas mais difíceis. Eu acho que aquela fase em que estive com o João muito publicamente foi muito forte. Foi boa, voltaria a fazê-lo porque fez parte de um processo que foi importante e que era preciso que se fizesse. Foi também importante a entrevista que dei à Tânia [Ribas de Oliveira] a falar justamente sobre aquilo que passei em termos de bullying e a importância das organizações LGBTI na defesa dos miúdos, das suas convicções… para mim foi importante tudo isso. Mas não sei se voltaria a expor uma relação daquela maneira. Também foi a primeira vez e acho que, agora, seria uma coisa mais soft.

O que deseja para 2020?

Saúde para a família toda. Eu sei que parece um cliché mas, o resto, consigo tudo.

 

Texto: Raquel costa | Fotos: Zito Colaço

 

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