Esquecido pelos colegas! José Cid ficou de fora do Festival Eu Fico Em Casa e reage

Não foi convidado para fazer parte do Festival Eu Fico Em Casa, mas não se deixou abater e lançou o José Cid ao Lusko Fusko. Todos os dias, dá espetáculos de meia hora a partir do seu estúdio.

11 Abr 2020 | 15:50
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Todos os dias, o cantor e compositor português, José Cid, oferece aos seus fãs, mini-concertos de meia hora a partir do seu estúdio, em Mogofores, Anadia.

O projeto dá pelo nome José Cid ao Lusko Fusko e tem captado a atenção de muitos: «Tomei esta iniciativa, apoiado pela Gabriela, é feito de uma forma rudimentar com o telemóvel, está a funcionar muito bem, temos tido à volta de 40 a 50 mil visualizações e que com os links que nós dispomos vão até à volta de 100 e tal mil pessoas que nos vêm», diz Cid e explica o que o motivou a ter esta ação que pode ser acompanhada em https://www.facebook.com/jose.cid.musico/:

«Procuro dar algumas ideias, mitigar a tristeza das pessoas, e dizer-lhes que isto há-de ser uma coisa passageira. Canto alguns temas que tenham a ver com a homenagem às pessoas que já partiram com o coronavírus, vou fazendo o que acho que posso fazer e a adesão é incrível. As pessoas são incríveis, extraordinária», relata aquele que diz ter os concertos todos cancelados.

 

«Tenho sido sempre o patinho feio da música portuguesa»

Durante a conversa, José Cid expressou que estava triste por não ter sido convidado pelos organizadores do Festival Eu Fico Em Casa [que aconteceu entre 17 e 22 de março] para também ele fazer parte desta iniciativa que reúne artistas, editoras discográficas e agências, num movimento cultural inédito em Portugal, apoiado pelos meios de comunicação e comunidade digital:

«Os Sons em Trânsito são uma empresa de espetáculos, onde está o Pedro Abrunhosa, a Ana Moura… e tiveram essa iniciativa ligados a multinacionais e cada colega meu tem meia hora e está online a fazer o seu espetáculo, é uma coisa de muita utilidade e eu estou triste por ter sido afastado dessa ideia, ninguém se lembrou de me convidar e pronto, fiz a minha alternativa», frisa, visivelmente magoado por, mais uma vez, não ter sido chamado, logo ele, que ganhou o Grammy Latino…

«Tenho sido sempre o patinho feio da música portuguesa, sabe? (Risos) Tenho essa noção. Não é viável que o homem que tem um álbum nomeado entre os cinco melhores álbuns do mundo, atualmente, pela critica inglesa, não seja convidado para tocar esse álbum nos grandes concertos de rock nacionais! Não é normal!», frisa e prossegue:

«Isso é péssimo. E tem a ver com a inveja das pessoas e com frustrações. Tenho o resto do país para trabalhar, mas para grandes eventos nunca sou convidado, não sou. Já me habituei a que os nomes da música portuguesa me virem as costas, mas eu estou sempre aberto a ajudar e a colaborar. Não fui convidado para este festival Eu Fico Em Casa onde cantam muitos amigos meus», refere aquele que diz que, aos 78 anos, continua em forma porque… «Nunca me droguei, nunca me embebedei, nunca fumei e toda a vida fiz desporto. E sinto-me lindamente. Continuo a andar de bicicleta, faço as minhas caminhas, tenho uma alimentação muito rigorosa, sempre na base daquela sopinha de legumes diária e broa de milho.»

Texto: Mafalda Dantas (mafalda.dantas@impala.pt); Fotos: Impala

 

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