José Eduardo Moniz: Entrevista na TVI marcada por pormenor em que quase ninguém reparou

José Eduardo Moniz foi entrevistado no “Jornal das 8” para assinalar o seu regresso ao cargo de Diretor-Geral da TVI. A gravata usada esconde um simbolismo em que ninguém reparou.

21 Fev 2022 | 9:55
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José Eduardo Moniz foi entrevistado no “Jornal das 8” desta sexta-feira, 18 de fevereiro, para assinalar o seu regresso ao cargo de Diretor-Geral da TVI. A gravata azul que o jornalista usou, com alguns motivos coloridos, chamou a atenção pelo modelo em si.

Mas esta não foi a primeira vez que o novamente Diretor-Geral da TVI a usou. José Eduardo Moniz tinha usado a mesma gravata na entrevista que concedeu ao mesmo noticiário em 2018. Um pormenor simbólico em que poucos repararam.

A gravata era a mesma, mas o fato não. Na entrevista que concedeu a Judite Sousa, o fato era azul. Desta vez, na conversa com José Alberto Carvalho, o responsável escolheu um tom mais escuro.

No sábado, na gala de aniversário da TVI, José Eduardo Moniz explicou à TV 7 Dias que tudo não passou de um mero acaso. “Já me chamaram à atenção para isso, mas não. Foi pura coincidência. Não houve qualquer razão. Gosto muito daquela gravata, confesso. Era logo a primeira da frente no montão de gravatas que eu tenho . Já perdi a conta às gravatas que possuo. Aquela estava logo ali à frente e trouxe-a. Nem me lembrei que a entrevista anterior tinha sido dada com ela”, disse, assumindo-se “não muito” supersticioso.

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José Eduardo Moniz quer colocar TVI na liderança

 

José Eduardo Moniz, que chegou à TVI em 1998, levou outrora a estação e Queluz de Baixo à liderança. É agora nele que os olhos estão postos para conseguir a mesma proeza, novamente como Diretor-Geral.

“A sensação de voltar a casa é estranha, mas sabe bem, fundamentalmente porque gosto das pessoas que aqui estão e das pessoas que estão la em casa. É preciso termos atenção que elas são o destinatário do nosso trabalho. Sobretudo porque, quando me pediram para vir para cá, falaram comigo para um objetivo fundamental: vamos unir. Vamos não só reerguer a empresa como recolocá-la no sítio onde ela merece estar”, disse o responsável da estação de Queluz de Baixo no “Jornal das 8”.

O novamente Diretor-Geral da TVI assume o que deseja para o canal. “A minha ambição é a de que sejamos muito mais do que aquilo que somos hoje, que não pensemos que Portugal é o centro do mundo e que pensemos, sim, que somos um pontinho no mundo. Esta TVI que conhecemos hoje tem de estar em muito sítios ao mesmo tempo com os seus produtos e com as suas marcas”, afirmou, sublinhando que “não é uma escolha ficar em segundo”. “Nós queremos ser vistos. A televisão é o meio mais poderoso para isso. Temos o privilégio de falar para milhões de pessoas.”

José Eduardo Moniz sublinhou que, apesar de todas as mudanças no meio, a essência da televisão não mudou ao longo dos anos. “A essência são as notícias que nós transmitimos, as novelas que as pessoas vêem, as séries que queremos produzir, os grandes espetáculos que dão audiências enormes e que nos proporcionam boas receitas… Isto está cá, não mudou. O que mudou foi a distribuição, a forma de acesso. O mundo mudou, trabalhamos a outra velocidade, temos outros meios de captação, de difusão de tudo e mais alguma coisa. Não trabalhamos apenas para um segmento. Temos de ser transversais a todas as plataformas”, assegurou.

O Diretor-Geral da TVI foi ainda mais longe. “Se continuarmos a pensar televisão como pensávamos há 20 anos… O modelo de televisão que temos hoje é o modelo que instalámos há 21 ou 22 anos e que foi copiado pela nossa concorrência. Se, em 20 anos, nada mudou, das duas uma: ou o modelo é muito bom, ou todos fomos incapazes de nos reinventar. Acho que está na hora de nós, corajosamente, nos reinventarmos”, encorajou José Eduardo Moniz.

“Temos de aprender a comunicar de novo. Quando as pessoas chegam a casa, às 20 horas, já sabem, já viram e já discutiram. A questão é: como é que nós vamos comunicar com estas pessoas? Nós estamos aqui para fazer qualquer coisa de diferente e passar a mensagem aos portugueses que, de facto, nós queremos ser portadores de inovação. A palavra ‘inovar’ é muito usada hoje em dia e está gasta, mas em muitas circunstâncias, se formos bons aprendizes, conseguimos descobrir coisas novas. Não tenho a pretensão de saber mais do que os outros ou de ter nascido aprendido, mas trabalhando muito, estudando muito e observando acho que se vai longe. É isso que vamos fazer aqui”, garantiu.

Veja toda a entrevista a José Eduardo Moniz aqui.

 

Texto: Ana Lúcia Sousa; Fotos: Arquivo Impala e gentilmente cedidas pela TVI

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