Jovem de 19 anos filma a própria violação (vídeo)

Rapariga de 19 anos filma violação e utiliza gravação como prova, em tribunal. O agressor acabou condenado a 13 anos de

15 Set 2017 | 18:06
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Lilian Constantine, rapariga de 19 anos, estava a 60 segundos da porta de casa, em Kent, no Reino Unido, quando foi violada por um desconhecido, em 2016. Passado um ano, decidiu deixar o anonimato e contar como tudo se passou, com o objectivo de ajudar e instigar outras vítimas a denunciarem crimes sexuais às autoridades.

Num entrevista ao programa da BBC Today Programme, Lilian Constantine explicou que, após ser agredida pelo desconhecido, num ato de autodefesa, ligou a câmara do telemóvel e começou a gravar. A intenção era a de assustar e desencorajar o violador a continuar o abuso sexual.

«Estava completamente escuro e eu carreguei no botão do vídeo do meu telemóvel pensando que o homem iria parar e fugir quando visse a luz», recorda a rapariga de 19 anos.

No entanto, o agressor não ficou intimidado com a possível gravação, atirou o telemóvel para o chão e prosseguiu com a violação.

«Estava num estado de choque tão grande que acabei por me esquecer de que estava a gravar. Consegui captar uma imagem dele. Quando vi, nem queria acreditar. Senti que o tinha apanhado», explica.

Lilian Constantine também refere o quão complicado emocionalmente foi seguir com o processo para os tribunais, depois de ter denunciado o crime, de o violador ter sido apanhado e, consequentemente, acusado. Relembra que todas as análises médicas e as idas à Polícia fizeram-na sentir um «rato de laboratório», mas que o que não a levou a desistir foi o sentimento de responsabilidade que sentia para com outras futuras vítimas.

«Tinha uma responsabilidade e, apesar de ter sido muito difícil, convenci-me de que tinha que continuar», confessa.

Ao fim de um ano, o violador de Lilian Constantine acabou por ser considerado culpado. Foi condenado a 13 anos de prisão. O vídeo da violação foi uma das provas fundamentais do caso.

«Não deixes que a violação te consuma, nem que te defina. Todos os dias digo a mim mesma ‘aconteceram coisas más, mas é preciso levantar e continuar a lutar’. Lembra-te, não estás errada. Foste uma vítima e uma sobrevivente, por isso tens de ir até o fim», conclui.

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