Judite Sousa: Como a jornalista entrou na CNN e os pormenores do contrato

Judite Sousa deu uma entrevista a Manuel Luís Goucha e falou sobre o seu regresso ao trabalho, como pivô da CNN Portugal. Jornalista estava em casa há mais de dois anos.

08 Mai 2022 | 13:10
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Judite Sousa revelou vários detalhes sobre a sua contratação para a CNN Portugal. A jornalista deu uma grande entrevista a Manuel Luís Goucha, na semana passada, no programa da tarde da TVI, e, além de ter falado sobre a profissão, falou também da morte do filho, André Bessa, assumindo que tentou por termo à vida.

“Antes de mais, deixa-me dizer uma coisa”, pediu Judite Sousa ao apresentador do vespertino da TVI. “Eu queria dizer que os primeiros contactos que tive ao nível da CNN Portugal foram, através de um amigo comum, com o ex-diretor de Informação da TVI, o Anselmo Crespo. Os primeiros contactos foram com o Anselmo Crespo”, reforçou. “O Nuno Santos apareceu num segundo momento, numa altura em que já estava indigitado para ser diretor da CNN Portugal. É justo dizer que os primeiros contactos que tive foram com o Anselmo Crespo”, prosseguiu.

A pivô confessou ainda que não aceitou o convite de imediato. “Hesitei. Pensei. Tive dúvidas. Acho que eles também tiveram”, riu-se. “Eu estava parada há dois anos e meio e não sabia como é que ia ser”, admitiu, completando: “Eu não sou funcionária da Media Capital, sou colaboradora. Faço o Jornal da CNN Portugal duas semanas por mês, alternadamente com o Júlio Magalhães”. Quanto às crónicas que assina no mesmo canal, refere não ter “qualquer contrapartida”.

O Conselho de Administração da Media Capital anunciou, em fevereiro passado, que Nuno Santos assumia a Direção de Informação da TVI, cargo que acumula com o de diretor da CNN Portugal. O jornalista substituiu Anselmo Crespo, que ocupava essas funções desde 2020 e que agora é diretor de Novos Conteúdos dos dois canais.

Na altura, Nuno Santos justificava a entrada de Judite Sousa: “Ter pessoas de cabelos brancos, isto é, com maturidade, com experiência. O jornalismo precisa disso. Precisa de pessoas com memória e misturar essa capacidade de se lembrar de coisas que aconteceram, de como é que as podemos tratar, e juntar uma certa adrenalina e um certo desassossego de gente mais nova”.

A entrada da jornalista na CNN Portugal assinalou o seu regresso à televisão depois de ter saído da TVI, em novembro de 2019, por “iniciativa própria”. Leia tudo aqui.

Texto: Ana Filipe Silveira; Fotos: Impala

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