Julie Sergeant confessa-se “direta e sem filtros”: “Há quem considere isso rebeldia”

Julie Sergeant considera-se uma mulher feliz e que lida bem a imagem. Atualmente integra o elenco da novela “Bem Me Quer”, na TVI e mostra-se satisfeita com mais este desafio.

22 Nov 2020 | 10:49
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Julie Sergeant faz parte do elenco da novela “Bem Me Quer”, em exibição na TVI, na pele de Carmo Quintela. “Está a ser um desafio muito divertido porque é uma personagem leve, divertida mas com camadas profundas e complexas, como são as personagens da Maria João Mira. Para me preparar fui lendo e pensando como é que uma mulher como esta se comporta perante as situações que se lhe deparam”, explica à TV 7 Dias.

Na trama dá vida a uma milionária bastante rebelde, que engravidou na adolescência, mas a atriz não se identifica com este lado da personagem. “Não, não sou rebelde. Sou direta e sem filtros e também pragmática. Há quem considere isso rebeldia.”

 

Julie Sergeant sobre bissexualidade: “Desde que excite a cabeça, tanto me faz”

E a prova disso é que a atriz foi uma das convidadas do programa de Cristina Ferreira, o “Dia de Cristina”, na rubrica “Sexo 100 Tabus”, e falou, abertamente, sobre a sexualidade, revelando já ter vivido um relacionamento com outra mulher. “Gostei muito dela, ainda hoje. Se ela quisesse fazer um rancho de filhos… mas não quer ”, afirmou, frisando que não faz distinção entre homens e mulheres. “Desde que excite a cabeça, tanto me faz”, acrescentou.

Julie Sergeant ainda está a gravar esta personagem e não esconde que é mais difícil trabalhar com tantas medidas de segurança por causa da COVID-19. “É mais difícil, mas como em tudo nesta vida habituámo-nos. Passar a viver e a trabalhar de uma nova forma. Sendo conscientes tudo se consegue”, assegura, garantindo que a dedicação dos atores em cena não é comprometida: “A entrega do ator é interior. É mental. Vem da concentração e do prazer de se fazer o que se gosta.”

Contudo, não esconde que a pandemia a obrigou a “mudar de hábitos” e a ter a “consciencialização” de como “podemos ser extintos rápido enquanto espécie.”

A atriz é mãe de Maria Rita, de 15 anos, fruto da relação com o brasileiro Cassiano Carneiro, de quem se separou recentemente e, teme pelo futuro, como revela a própria. “Que mundo é este que deixamos aos nossos filhos? O que podemos ainda fazer para salvar este planeta das nossas garras e garantir um modo de vida seguro e prazeroso aos nossos descendentes tal como o nosso foi… mesmo sabendo que não vai ser assim!”

Julie Sergeant seguiu os passos da falecida mãe, Guida Maria, que também era atriz e a representação corre nas veias da família. Caso a filha siga por esse caminho, contará com o seu apoio. “A minha filha será o que ela quiser ser. Só espero que seja feliz e realizada na sua profissão e assim se torne um ser humano completo e pleno.”

Apaixonada pela profissão, assume-se como “uma mulher feliz” que “gostava de ser psicóloga” para tentar “entender a mente humana”. E o “peso” dos 50 anos não lhe pesam. “Sinto-me bem com a minha imagem. Não recorri a nenhuma plástica”, conclui.

Texto: Neuza Silva (neuza.silva@impala.pt); Fotos: D.R. e Divulgação TVI

 

(Artigo originalmente publicado na edição 1757 da revista TV7 Dias)

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