Júlio César revela «loucuras incontáveis»: «Boates, discotecas e grandes noitadas»

A propósito da sua participação na série Conta-me Como Foi, o ator faz uma viagem aos anos 80 e conta algumas das suas aventuras daquela época.

03 Nov 2019 | 9:55
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Depois de uma paragem forçada, devido a alguns problemas de saúde, Júlio César está de volta ao pequeno ecrã, na série da RTP1 Conta-me Como Foi. Ainda que tenha uma participação curta na história, o ator admite estar feliz por regressar ao trabalho. «É bom estar de volta. A minha participação é curta, vou ser o psicólogo da Margarida, a personagem interpretada pela Rita Blanco, mas vai ser uma personagem que vai ter êxito porque vai realmente conseguir curar a paciente», avança o artista.

Numa viagem ao passado, mais precisamente aos anos 80 (época onde se desenrola a história), o ator recorda algumas das aventuras dessa altura. «Os anos 80 para mim já foram há tanto tempo que eu não me lembro», atira com uma gargalhada.

 

«Houve muita loucura», recorda Júlio César

 

«Lembro-me que foram muito felizes, não só por causa da roupagem que usávamos, dos cabelos que eu sempre usei, as vestimentas, o nozinho da gravata muito fininho, as camisas com os colarinhos muito fininhos também, as calças largas… Foram anos muito bem vividos, houve muita loucura pelo meio», afirma, negando-se a entrar em grandes pormenores.

«Acho que as loucuras são incontáveis, mas posso levantar o véu… Eu tinha um núcleo de amigos e frequentávamos muito as boates, as discotecas, e fazíamos grandes noitadas», conta o artista, que acrescenta: «Mas não sinto nenhuma nostalgia. Acho que cada coisa tem o seu tempo e o seu lugar, e não sou nada saudosista. Mas recordo com agrado.»

Ao contrário de muitos atores da sua geração, Júlio César sente-se agradecido por tudo o que a representação lhe tem proporcionado. «Eu aprendi nesta profissão a não ter projetos, o que aparecer aparece. É um dia de cada vez, mas não me sinto nada desiludido com a profissão. A profissão tem sido generosa comigo e eu tenho feito os possíveis para dar à profissão o melhor que sei e que posso. Penso que eu e a profissão estamos empatados, estamos quites», remata.

 

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Texto: Maria Inês Gomes | Fotografias: Impala

 

(artigo originalmente publicado na edição nº 1702 da TV 7 Dias)

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