Júlio Isidro REAGE a alegadas CRÍTICAS a Cristina Ferreira e Júlia Pinheiro

O veterano apresentador proferiu uma frase que foi interpretada por Cláudio Ramos como uma crítica às colegas Júlia Pinheiro e Cristina Ferreira. Júlio Isidro defende-se e explica a sua posição.

15 Mar 2019 | 16:30
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Júlio Isidro, em declarações a uma publicação e no contexto do atual panorama televisivo nacional, afirmou que, neste momento, «a lágrima faz a audiência». Cláudio Ramos teve acesso à entrevista e aproveitou a sua posição de comentador, no programa Passadeira Vermelha, da SIC, para criticar o veterano. O cronista depressa relacionou as palavras de Júlio Isidro com os formatos Júlia e O Programa da Cristina, não gostou e disse que aquilo que leu roçou a deselegância…

Confrontado pelo Fama Ao Minuto, o Júlia Isidro sublinha que o que disse em nada se relaciona com as apresentadoras da estação de Paço de Arcos, a quem não aponta o dedo ao estilo, porém, por opção, prefere manter-se no seu registo para fazer televisão.

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«É uma mentira pegada. Eu não me referi a programas absolutamente nenhuns”» começou por mencionar, rejeitando as ilações que Cláudio Ramos formulou. «Não me estava a referir a nenhum programa em especial, tenho a maior consideração por muitos dos meus colegas mais novos. Só tenho de ter. Só tenho também de aprender com eles algumas coisas de televisão.”

Porém, apesar de elogiar aquilo que vê na concorrência, Júlio Isidro volta a frisar que pretende manter-se fiel à própria forma que tem de surgir no ecrã. «O facto de eu me reafirmar enquanto alguém que não quer mudar é porque era ridículo eu agora, aos 74 anos, com 59 anos de televisão, armar-me em moderno. Só uma visão distorcida e maldosa pode considerar que a minha afirmação visa alguém. Não, só me visa a mim.»

«Eu estou no meu lugar, só que não quero é sair do meu lugar»

Empenhado em afastar-se de polémicas, o locutor vai direto ao assunto. «Eu era incapaz de me dirigir ao programa da Cristina [Ferreira], por quem tenho o maior respeito profissional e humano, ao programa do Manuel Luís Goucha, onde fui recentemente, ou aos programas seja de quem for». E não se esquece de enaltecer a frescura do que é novo e do que, nesta altura, parece conquistar o espectador.

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«Acho que os jovens profissionais são todos muito bons. Eu não estou em nenhum pedestal cá de cima a ver a desgraça que hoje se faz. Eu estou no meu lugar, só que não quero é sair do meu lugar. Porque sou o último. Não há mais ninguém. Os que estão vivos são poucos e já estão afastados». No entanto, por uma questão de «respeito» e «coerência», Júlio Isidro finaliza o tema, salientando que não irá abandonar o estilo que os portugueses já lhe (re)conhecem. «Eu quero ser o que sou, como sou. Portanto, reafirmo: estou orgulhosamente no meu estilo. Orgulhosamente deslocado da moda. Era impensável eu agora armar-me em hipster».

Texto: Tânia Cabral; Fotos: Arquivo Impala, Daily Cristina e Reprodução Instagram

 

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