Lia de Love On Top agredida e ameaçada de morte: «Prefiro morrer do que ser violada»

Lia Tchissola mostra-se revoltada e relata episódio de assédio sexual e violência que vivenciou, com ameaças de morte pelo meio. «Prefiro morrer do que me deixar ser violada e não lutar por justiça».

21 Out 2019 | 21:30
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Lia Tchissola utilizou as redes sociais para partilhar uma história assustadora que viveu, na primeira pessoa, recentemente.Tudo aconteceu numa simples saída à noite num bar de sisha localizado na margem sul. A ex-concorrente de Love On Top começa por contar que estava a dançar com uma amiga nesse estabelecimento.

«Apesar de não estava ninguém a dançar, decidi bater a minha raba. Porque estava no mood, porque posso, porque era uma música que gostava (…) Um ser humano injustificado começa a roçar-se a mim e à outra moça», refere. Depois de pedir, calmamente, para se afastar por duas vezes, o homem partiu para o insultos. A jovem não se ficou e respondeu na mesma moeda, atitude essa que não foi nada bem recebida.

«Não gostou, como é claro, até porque enquanto falava, apontava-lhe o dedo e fazia-o sentir como me fez sentir a mim enquanto se roçava que nem uma versão de dog alemão com cio. Fiz-lo sentir pequeno, porque a minha voz eclodia pelo estabelecimento». A conversa aumentou de tom e gerou uma grande confusão, que acabou em agressões de ambas as partes.

«As ofensas pioraram. O calor do momento subia e do nada caio sobre uma mesa. O filho da p*** empurrou-me! Pego na primeira coisa e atiro», relembra, acrescentando que arremessou uma shisha que, «por sorte», estava apagada. Lia acabou por ser expulsa do bar por esta atitude. «Fui levada para fora enquanto o mesmo permaneceu lá dentro (…) O gerente veio ter comigo e ainda me ralhou e descredibilizou».

«Decidi literalmente levar um tiro naquele dia e mostrar à sociedade o que acontece quando te impões ao mundo»

O que deixou a ex-Top Girl ainda mais perturbada foi mesmo o facto de toda a gente ter assistido, mas ninguém ter feito nada. «Ninguém disse nada, ninguém pegou no telemóvel para chamar a polícia, nem o gerente, nada». Momentos após, Lia chegou a temer pela própria vida.

«O gajo ainda me disse que me dava um tiro e mandou-me voltar a sair. Como sou dramaticamente louca, decidi literalmente levar um tiro naquele dia e mostrar à sociedade o que acontece quando te impões ao mundo. Quando não aceitas ser abusada, humilhada ou diminuída por ser mulher. Ele gritou ao sair ‘todo o mundo lá fora, vamos resolver agora, deixem-se só ir ao carro’. E com isto peguei e saí», afirma.

Já lá fora, Lia encheu-se de coragem e foi perguntar, bem na cara do agressor: «é o quê então, vais-me dar um tiro?». Felizmente esta confusão não teve um final fatal e nem a jovem sabe o que aconteceu ao certo para o homem ter mudado de ideias. «Não sei bem o que se passou, se Deus entrou na mente ou quê. Pediu-me para falar com ele a um canto. Chamem-me louca, mas fui mesmo. Tive mil chances de ser morta, mas não fui. Do nada, pediu-me desculpa e disse que não gostou do meu tom e que estava só a brincar». 

«Só não acabei com um tiro porque Deus estava comigo nesse dia»

 

A ex-concorrente do polémico reality show da TVI denuncia esta situação e promete que irá sempre intervir em episódios idênticos. «Que Deus não me dê guita senão a primeira m**** que faço é comprar uma arma e dar um tiro nesses gajos de m*****. Juro! E que venha a polícia de segurança pública buscar-me (…) Comecem a revoltar-se! Estou-me a cagar se sou má influência. Prefiro morrer do que me deixar ser violada e não lutar por justiça. Nunca fui presa nem nunca estive numa prisão, mas face a uma violação ou agressão grave passo 10 anos na boa presa se tiver a certeza de que, pelo menos, o gajo morreu», pode ler-se num dos Instastories partilhados. «Só não acabei com um tiro porque Deus estava comigo nesse dia». 

Esta não foi a primeira vez que Lia sofreu de assédio sexual. Já em 2018, foi apalpada e assediada verbalmente enquanto passeava num shopping localizado em Lisboa. Na altura, apresentou queixa por assédio sexual, porém, até hoje, Lia garante que ainda «não a chamaram» para nenhum «esclarecimento».

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Texto: Inês Borges/ Fotos: DR

 

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