Ljubomir revoltado com falta de apoios à restauração: “Estamos num sofrimento gigantesco”

Ljubomir Stanisic mostrou o seu descontentamento e revolta quando às novas normas impostas pelo Estado quanto à restauração e outros sectores, criticando a falta de apoios.

11 Nov 2020 | 18:10
-A +A

Ljubomir Stanisic foi o convidado de Diana Chaves e João Baião, por videochamada, na “Casa Feliz”, da SIC, e mostrou a sua revolta e descontentamento com a falta de apoios à restauração e outros sectores, nomeadamente a cultura, os eventos, os bares.

“Estamos a passar uma fase que para mim é, historicamente, – e acho que para o país inteiro -, a fase mais complexa e mais dura”, começou por dizer.

“Queria falar de classes em geral e defendê-los todos. É cultura, professores, distribuidores, eventos, noite, restauração, bares, estamos num sofrimento gigantesco. Empregamos cerca de meio milhão das pessoas deste País. Faturamos cerca de 15% do PIB nacional através do turismo. (…) este último trimestre, perderam-se 50 mil postos de trabalho, só na restauração”, refere.

O chef jugolasvo afirma ainda que “as normas que o Governo impôs não conseguem ajudar rigorosamente ninguém” e que os vários setores referidos anteriormente têm cumprido com as regras impostas pela Direção Geral de Saúde, no entanto o Estado não tem cumprido com o dever de ajudar a atravessar esta crise.

“Tivemos que reduzir cerca de 50% da nossa ocupação, mas estamos a pagar a 100% o imposto ao Estado e continuamos a pagar 100% das rendas, ordenados, fornecedores, etc. (…) Agora as normas que nos estão a dar e as regras e os apoios são ridículos. Apoios para restaurantes e cafés de 8 mil euros”, crítica, referindo que tendo uma faturação de 72 mil euros, o valor de apoio dado em nada ajuda.

“Eu prefiro que o Governo pegue nesses 8 mil euros que quer dar para cada restaurante e distribua para pessoas que estão desempregadas, que têm fome, agregados de famílias que não têm trabalhos e que ajudem nas limpezas dos autocarros, porque 8 mil euros não servem para nada”, reforça.

 

“46 mil postos de trabalho estão em risco esta semana”

Ljubomir acredita que não é a restauração que está “a provocar esta crise de saúde geral” e que, por isso, as medidas de aos fins de semana os restaurantes não poderem abrir, – visto que se impõe o dever de recolher obrigatório entre as 13h e as 5h do dia seguinte -, não fazem sentido. “É extremamene ridículo. (…) Literalmente, nós, a restauração, estamos a servir de papel higiénico e estamos a esfregar o cu do Senhor Primeiro Ministro ou do Estado, que não nos está a ajudar”, ataca.

Por último, o chef pediu que o Governo tivesse em atenção o aumento do desemprego e os postos de trabalho que ficam em risco com as medidas agora aplicadas. “Eu quero guardar todos os empregados que tenho, até hoje não despedi nenhum, não renovei muitos contratos, mas espero que abram os olhos rapidamente porque 46 mil postos de trabalho estão em risco esta semana”, apela.

Aos trabalhores do sector empresarial, da restauranção, da cultura, aos funcionários, Ljubomir deixou uma mensagem. “Temos de ser fortes, porque estas medidas em todo o mundo existem, todos os países apoiaram estas empresas e o nosso País ainda não apoiou. Por isso, se continuarmos calados não vamos ter apoios, não vamos conseguir chegar a lado nenhum. Por isso unam-se, temos de estar juntos e temos de lutar pelos nossos direitos. Eles têm de nos apoiar nesta altura”, termina.

Texto: Marisa Simões; Fotos: DR e Reprodução Instagram

 

Leia ainda:
Ljubomir Stanisic: Estão abertas as inscrições para o novo programa do chef na SIC
Ljubomir Stanisic em agonia com o coronavírus: «Este é um apelo, um grito de ajuda»

PUB
Top