Ljubomir Stanisic em agonia com o coronavírus: «Este é um apelo, um grito de ajuda»

Ljubomir Stanisic assume estar em «agonia» devido à propagação do vírus Covid-19. O chefe grita por ajuda para o setor da restauração e assume: «Não há nada mais que possamos fazer sozinhos».

13 Mar 2020 | 11:30
-A +A

O chefe de cozinha mais conhecido da televisão portuguesa está a passar um mau momento devido à pandemia do coronavírus. Tal como em todos os setores económicos, o da restauração já se está a ressentir e Ljubomir Stanisic recorreu às redes sociais para pedir ajuda.

«Para grandes males, grandes remédios. António Costa, Fernando Medina, precisamos de um grande remédio, urgente! 
Governo, instituições competentes, este é um apelo, um grito de ajuda», começa por dizer. «Uso esta arma da visibilidade, para pedir em meu nome, em nome da minha empresa, dos meus empregados, da minha família, mas também em nome de todos os chefes de cozinha e empresários de hotelaria que estão a sofrer como nunca antes sofreram». 

«Estamos em agonia!»

«Estamos em agonia!», confessa. O protagonista de Pesadelo na Cozinha, da TVI, revela que, mesmo implementando rigorosas medidas de higiene e segurança no trabalho, os «cancelamentos» e «desmarcações» por parte dos clientes sucedem-se.

«Todas as horas são críticas e, a cada hora que passa, se torna mais difícil gerir o desespero – das equipas, o nosso, do sector. 
Estamos impotentes. Não há nada mais que possamos fazer sozinhos. Precisamos da vossa ajuda, precisamos de uma atitude firme e peremptória, rápida, urgente! Não exijo, antes peço com toda a humildade, e em nome de todos, uma solução. Por favor, não deixem este país ir por água abaixo…», remata.

«Se não forem tomadas medidas metade dos estabelecimentos hoteleiros/restauração de Portugal fecharão as suas portas»

Também o chefe Rui Paula publicou um apelo nas redes sociais. Através de uma imagem toda preta, Rui Paula refere que esta pandemia veio afetar os seus negócios e que nunca, em 26 anos de trabalho, nunca falhou com cumprimento de prazos de pagamento, mas que agora tudo está a mudar.

«Escrevo este texto nesta altura, porque estou à espera que o nosso governo tome medidas claras e objetivas no que respeita à restauração, para ajudar a ultrapassar esta crise. Se não forem tomadas medidas drásticas e de rápida implementação, metade dos estabelecimentos hoteleiros/restauração de Portugal fecharão as suas portas. As empresas necessitam de estar minimamente saudáveis aquando da implementação dessas medidas e não já na fase de prejuízo, se não a recuperação após Covid-19 será de extrema dificuldade (….) Os cancelamentos não param de chegar…. a minha previsão é que isto irá continuar até Junho/Julho, a correr bem!», escreveu.

Relembre-se de que esta quinta-feira, António Costa, primeiro ministro de Portugal, anunciou uma lista de medidas do Governo para travar o coronavírus em território nacional. Entre elas, ficou estabelecida a redução da lotação máxima de 1/3 nos restaurantes e bares. Leia aqui as 30 medidas.

Texto: Inês Borges/ Fotos: DR e Arquivo Impala

Veja também:
Ljubomir surge em público pela primeira vez após operação e no terreno do inimigo
TVI assegura Ljubomir: «O Nuno Santos melhorou-lhe as condições contratuais»

PUB
Top