De quarentena, Lourenço Ortigão revela que esteve em «zona de risco»

Lourenço Ortigão passou uns dias de férias na neve, em França, e no regresso a Portugal ficou indignado. «Vim de uma zona de risco e entrei no país sem ser abordado nem questionado por ninguém», diz.

17 Mar 2020 | 11:40
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Lourenço Ortigão regressou recentemente a Portugal de umas férias na neve, em França, e não deixou de mostrar nas redes sociais o seu descontentamento em relação à falta de medidas que estão a ser tomadas, nomeadamente nos aeroportos.

«De quarentena em casa», o ator da TVI diz não entender «como até agora aterram pessoas no aeroporto de Lisboa, incluindo eu próprio que vim de uma zona de risco e entrei no país sem ser abordado nem questionado por ninguém». Para Lourenço é inexplicável o facto de nos ser pedido para «fechar as portas de casa quando ainda temos as portas do país abertas!».

 

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Já regressei a Portugal, isolei-me e não me pronunciei nos últimos dias porque decidi observar e informar-me o mais possível sobre esta situação dramática que vivemos com a propagação do Covid-19 pelo Mundo e o impacto que está a ter na minha vida. Também eu estou de quarentena em casa neste momento. Vivemos obviamente tempos muito complicados e não só tenho acompanhado todas as notícias que saem como tenho tomado as devidas precauções de segurança e isolamento sugeridas pela DGS. Aconselho-vos fortemente a fazer o mesmo! Vejo que a consciencialização do real problema que vivemos progride a cada dia, mas não entendo como ainda não foram tomadas medidas mais rigorosas. Mesmo que de dia para aumentem as restrições à liberdade de circulação, há coisas que já não deviam estar a acontecer. Não entendo como até agora aterram pessoas no aeroporto de Lisboa, incluindo eu próprio que vim de uma zona de risco e entrei no país sem ser abordado nem questionado por ninguém. Não entendo como nos mandam fechar as portas de casa quando ainda temos as portas do país abertas! As medidas que saem hoje, ontem já eram tarde! Vamos parar de olhar para os países do lado como se a situação deles fosse pior do que a nossa. Serão precisos poucos dias para sermos nós a atingir os números que tememos tanto. Não nos vamos esquecer que o vírus deu a volta ao Mundo e veio da China até aqui em menos de nada, quão rápido será para chegar até todos nós? O Mundo vai sofrer, alguma coisa mudará, mas com certeza melhores dias virão e ultrapassar isto depende inteiramente de nós. O objectivo desta mensagem é de força e de esperança. Mal posso esperar para poder abraçar, beijar e respirar de perto. Mal posso esperar para poder tocar na cara sem precisar luvas para me proteger. Andar na rua sem medo de inocentemente espirrar. Não precisar de desinfectar todas as superfícies em que tocar. Respirar fundo. Passear. Viajar. Ver o meu @villasaboia de novo a funcionar. Ver o meu Benfica com o estádio cheio (a ganhar). Ir á praia. Ir ao ginásio. Trabalhar. Ver os números de novo a aumentar. Certamente darei outro valor. Para já, a realidade é outra. Vamos respeitar

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O namorado de Kelly Bailey apela a que não se olhe apenas para o lado mas sim que nos foquemos no que se passa em Portugal que, não sendo tão grave como em vários países do mundo, já é grave. «Vamos parar de olhar para os países do lado como se a situação deles fosse pior do que a nossa. Serão precisos poucos dias para sermos nós a atingir os números que tememos tanto. Não nos vamos esquecer que o vírus deu a volta ao Mundo e veio da China até aqui em menos de nada, quão rápido será para chegar até todos nós?», questiona.

Por fim, Lourenço referiu momentos que gostaria de poder voltar a viver em breve, findado o surto, e aos quais, por vezes, não dá valor. «Mal posso esperar para poder abraçar, beijar e respirar de perto. Mal posso esperar para poder tocar na cara sem precisar de luvas para me proteger. Andar na rua sem medo de inocentemente espirrar. Não precisar de desinfectar todas as superfícies em que tocar. Respirar fundo. Passear. Viajar. Ver o meu Villa Saboia de novo a funcionar. Ver o meu Benfica com o estádio cheio (a ganhar). Ir à praia. Ir ao ginásio. Trabalhar. Ver os números de novo a aumentar. Certamente darei outro valor», termina.

 

Kelly Bailey aproveita para jardinar

Kelly Bailey tem dedicado o tempo em que está de quarentena a fazer coisas que, noutra altura de correria do dia-a-dia, não consegue. E o apelo que fez aos seguidores nas redes sociais foi também esse, que «aproveitem este tempo para pensarem em vocês, para cuidarem de vocês, para, de vez em quando, largarem o telemóvel e estarem convosco».

Através dos instastories é possível ver que a atriz da TVI tem aproveitado para jardinar, uma atividade que a mesma diz fazer parte das «coisas que nos esquecemos de fazer quando não temos tempo».

A namorada de Lourenço Ortigão apelou aos seguidores que olhem para este «momento estranho que estamos a viver» como uma forma de podermos «cuidar de nós». «Há tanta coisa que podemos fazer. É engraçado, isto faz-nos mesmo pensar. Como de repente estão-nos a pedir para estar em casa e é uma coisa tão difícil, quando pode ser uma coisa tão boa. Estão-nos a pedir para tirar tempo para nós. Podemos cuidar de nós, podemos fazer o que se calhar deixamos sempre por fazer ou acabam por nunca acontecer. Aproveitem, aproveitem este tempo para pensarem em vocês, para cuidarem de vocês, para, de vez em quando, largarem o telemóvel e estarem convosco», referiu.

Texto: Marisa Simões; Fotos: DR e Reprodução Instagram

 

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