Covid-19: Ex-Love On Top teme pela vida do pai, que está preso: «O sistema está perigoso»

A viver na Suiça, Andreia Cardoso está impedida de voltar a Portugal, devido à pandemia da covid-19. A ex-concorrente do Love on Top vive dias de angústia por causa do pai que está preso.

08 Abr 2020 | 21:00
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Andreia Cardoso está a viver com o namorado, Tiago Faria, na Suiça, há um ano e meio, e, por isso, vê-se agora impedida de regressar a Portugal para estar junto da família, numa altura em que o Mundo atravessa uma pandemia da covid-19.

«Longe de tudo e de todos sem poder fazer nada», a ex-concorrente de Love On Top revela à TV 7 Dias estar a ser «difícil» viver esta situação longe da família e dos amigos, que abraçaria em breve se não estivesse impedida de viajar. «Tinha viagem para dia 23 de abril e já não vou poder ir a Portugal», afirma.

«Não tenho cá família nem amigos, só mesmo o meu namorado. A minha mãe está sozinha em Portugal e tenho o meu pai detido, sem visitas há quase um mês», conta-nos.

Apesar do contacto telefónico frequente com o pai, a nortenha não esconde a preocupação que sente com a situação que se vive nos estabelecimentos prisionais portugueses, numa altura em que ainda são discutidas as «medidas extraordinárias» e que, segundo a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, poderão permitir que cerca de 10% dos reclusos saiam das prisões, sujeitos a pulseira eletrónica.

O pai de Andreia encontra-se preso no Estabelecimento Prisional de Vale do Sousa, em Paços de Ferreira, e segundo a jovem encontra-se «apreensivo com as medidas que possam ser tomadas». «Caso sejam aprovadas, o meu pai pode vir embora», revela, para a seguir referir: «O sistema lá está perigoso porque, obviamente, não tem as condições que uma pessoa necessita com uma doença destas. Claro que estamos todos com medo.»

 

«O espaço destinado aos guardas é um quarto sem janela»

Jorge Alves, presidente do Sindicato do Corpo da Guarda Prisional, referiu, recentemente, em entrevista à Lusa que existe algum medo por parte dos guardas prisionais, uma vez que não estão a ser tomadas, segundo pensa, as medidas de prevenção do novo coronavírus mais satisfatórias.

«Nas cadeias os guardas não têm meios de proteção individual contra o coronavírus e estão impedidos de usar equipamento próprio para não criar alarme social entre os reclusos determinou o diretor-geral dos Serviços Prisionais», contou o presidente à Lusa.

O dirigente sindical criticou ainda a ideia de se criarem dois espaços, um destinado a reclusos e outro a guardas, onde este ficarão isolados se se verificarem casos suspeitos. Isto porque, segundo este, «muitas cadeias não têm condições para os criar» e as condições não são as melhores, principalmente para os guardas prisionais.

«No Estabelecimento Prisional de Lisboa o local identificado para conter os reclusos, caso seja necessário, foi o refeitório da enfermaria e numa cadeia a norte o espaço destinado aos guardas é um quarto sem janela», contou.

Por fim, Jorge Alves não deixou de mostrar receio quanto à possibilidade de acontecer nos estabelecimentos prisionais – em que há um aglomerado de pessoas em espaços reduzidos – o que já é visível nos lares de idosos.

«Estamos muito receosos porque não se pode fechar uma cadeia. As medidas profiláticas de contenção tinham de ser mais exigentes e estrategicamente pensadas», frisou, acrescentando que estão a ser tomadas medidas, como a medição da temperatura dos reclusos, contudo os guardas entram e saem do espaço «sem qualquer controlo sanitário».

 

«Tem sido horrível»

Andreia Cardoso descreve a quarentena apenas acompanhada pelo namorado e o animal de estimação do casal, como «horrível». «Estou sempre em casa enfiada, já não aguento mais. Tem sido horrível», confidencia.

O dia é passado a fazer as lides domésticas e pouco mais. «Levanto-me, levo o cão a passear, faço o pequeno-almoço, arrumo a casa, faço o almoço, vejo filmes ou séries, faço tik toks, o jantar e dormir. É sempre o mesmo, parece que não tenho rotina», descreve.

Contudo, para a ex-concorrente do reality show da TVI este período de isolamento social está também a servir para algumas reflexões e conclusões. «A única conclusão que posso tirar desta situação é que não somos mesmo ninguém nesta vida. Basta um segundo para as nossas vidas mudarem. Aliás, bastou este vírus para virar tudo ao contrário. Para mim, o mais triste é mesmo estar longe da minha família, pois caso aconteça algo não posso fazer nada. Também aprendemos a dar valor às coisas mínimas da vida, à nossa liberdade…», refere.

Na Suiça são já cerca de 20 mil o número de pessoas infetadas e 500 as vítimas mortais, algo que «preocupa bastante» Andreia Cardoso. No entanto, a nortenha diz sentir-se «segura», pois naquele país «o sistema de saúde é bom». «Confio no sistema de saúde aqui», termina.

Texto: Marisa Simões; Fotos: Reprodução Instagram
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