Lucas encerra ganha-pão por «tempo indeterminado». Ex-Casados recorre a economias

Face à propagação de casos de infeção com Covid-19, Lucas da Rocha decidiu fechar por tempo incerto o seu negócio. Não quer falar em prejuízos, mas admite que vai ter de recorrer às suas economias.

17 Mar 2020 | 10:55
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«A Barbearia Rocha encerrou as suas portas por tempo indeterminado.» Foi desta forma que Lucas da Rocha, ex-concorrente da segunda edição de Casados à Primeira Vista, anunciou a quem o segue nas redes sociais o fecho, por tempo incerto, do negócio que mantém na Arrentela, na Margem Sul do rio Tejo.

 

 

Uma medida drástica que, explicou, é justificada pelo facto de querer precaver possíveis novos casos de contágio com o novo coronavírus. «Nos últimos dias, as nossas habituais e rigorosas medidas de higiene foram amplamente reforçadas. No entanto, há que ir além disso. Manda o civismo e o respeito pelo próximo que cumpramos as recomendações de isolamento», escreveu o barbeiro, apelando «ao bom senso de todos para que cumpram as indicações fornecidas pela Direção-Geral de Saúde e que cuidem» deles e dos seus. E terminou com um desejo em jeito de garantia: «Brevemente, voltaremos a tratar do vosso visual. Até já!»

 

«As economias não duram para sempre»

 

Contactado pela TV 7 Dias, Lucas da Rocha afirma que está foi, «claro, a decisão mais difícil» que teve de tomar enquanto empresário. «Não é fácil ter de fechar as portas, principalmente porque é o meu ganha-pão. Não é fácil», lamenta.

 «Tenho as contas para pagar na mesma, mas o mais importante é a nossa saúde e a dos nossos familiares. Isso é mais importante do que o dinheiro», vinca, num momento em que já se passaram dois dias desde que fechou a barbearia.

E assim será, como explicou nas redes sociais, por tempo indeterminado. «Não sei quanto tempo estaremos fechados. Temos de esperar para ver as indicações que temos…», diz à nossa revista, admitindo que está disposto a prolongar esta paragem forçada por mais tempo do que o que é, para já, expectável. Mas a pensar seriamente no futuro: «Acima de tudo, o mais importante é pensar na saúde. Se durar meses, não sei como vai ser. Esperemos bem que não, até bem pelo bem-estar de todos.» 

 

Percorra a galeria e veja como é o negócio de Lucas da Rocha!

 

Sem querer avançar números do prejuízo que vai sofrer, o ex-concorrente do programa da SIC revela que emprega outras três pessoas e lança uma constatação: «Com a porta estando fechada, nós não recebemos. Não ganhamos nada. É mesmo assim. Agora, é esperar para ver. Como a minha, muitas barbearias encerraram. Estamos todos nesse sentido, a esperar que as coisas melhorem.»

E como vai conseguir viver nos próximos tempos? «As economias vão dando, as minhas e as de todos. Mas as economias não duram para sempre…», antevê, defendendo que, «se a barbearia estiver muito tempo encerrada», devem existir apoios do Estado. Algo que, para já, ainda não há. «Para já, não nos foi facultado qualquer informação acerca disso», afirma Lucas da Rocha, ele que, à semelhança de milhares de portugueses, está também em isolamento profilático, «evitando ao máximo estar em locais públicos.»

 

Os números da Covid-19 em Portugal

 

A ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou esta segunda-feira, 16 de março, em conferência de imprensa, que Portugal registou a primeira vítima mortal pela Covid-19. Trata-se de um homem de 80 que estava internado no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

O octogenário apresentava «várias comorbilidades associadas» e «encontrava-se internado desde há vários dias».«Ao mesmo tempo em que apresentamos as nossas condolências à família e amigos do falecido, queremos também sublinhas e agradecer o empenho dos profissionais do Centro Hospitalar de Lisboa Norte e, concretamente, do Hospital de Santa Maria no tratamento, na prestação de cuidados, no apoio a este doente», agradeceu a ministra.

Segundo o último balanço epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), realizado na manhã desta segunda-feira, estão confirmados 331 casos de infeção com o novo coronavírus em Portugal. Nas últimas 24 horas, registou-se, por isso, o aumento de 86 doentes.

Há ainda 374 pessoas a aguardar o resultado das análises laboratoriais e 4592 em vigilância pelas autoridades de saúde. Três pacientes estão recuperados.

 

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Texto: Dúlio Silva; Fotografias: Arquivo Impala e reprodução redes sociais

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