Lucy: Parto de emergência! Saiba o que correu mal

Luciana Abreu viu-se obrigada antecipar o parto pois as gémeas estavam em sofrimento. Gémeas lutam agora pela vida.

24 Dez 2017 | 11:33
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Luciana Abreu foi mãe de gémeas este sábado aos sete meses de gravidez. A atriz explicou – antes do parto – o que a levou ao hospital de urgência. 

«Sem rodeios, fui internada de emergência no Hospital de Cascais, que mais uma vez acolhe as minhas filhas e a mim com o maior profissionalismo e carinho de sempre.

Trata-se de uma gestação gemelar, monocoriônoca (tem apenas uma placenta, 1 caso em 10 mil). Neste momento, as gémeas correm risco de vida, porque estão a sofrer do síndrome da transfusão feto-fetal, o que acontece entre 5 a 20% dos casos nas gestações monocoriônocas.»

A complicação

Mas para quem não sabe, o que é isto do síndrome de transfusão feto-fetal? Trata-se de uma complicação que pode ocorrer em gestações gemelares em que os dois bebés dividem a mesma placenta mas em bolsas diferentes. O Síndrome acontece quando existe um desequilíbrio no fluxo de sangue entre os dois bebés através de comunicações entre as artérias e veias na placenta. 

Ou seja, um dos bebés recebe mais sangue que o outro e por isso um fica mais desenvolvido que o outro. Como é que acontece? Um feto é classificado como doador de sangue e o outro como recetor. Aquele a que se chama de «doador» acaba por ser o menos desenvolvido e pequenino. O recetor torna-se maior pois recebe tudo o que precisa. 

Numa das bolsas existe líquido amniótico aumentado, aí se encontra o feto maior e com bexiga muito cheia. Na outra bolsa está o líquido amniótico reduzido onde está o bebé mais pequenino e a bexiga urinária é difícil de ser visualizada, pois encontra-se vazia.

Perante este tipo de síndrome, caso não se adotasse nenhum tratamento ou medida, a mortalidade dos fetos seria de 100%. 

Neste momento, as meninas lutam pela vida numa incubadora. Luciana e Daniel mostram-se otimistas. «São umas valentes», disse a atriz. 

 

 

 

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