Luísa Castel-Branco «doente e incapacitada para fazer seja o que for»

A escritora vive dias de sofrimento com uma recaída da doença degenerativa inflamatória com que foi diagnosticada há mais de duas décadas. Para 2020, só pede para «conseguir ser positiva e otimista».

19 Jan 2020 | 17:30
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Luísa Castel-Branco nunca escondeu o quão difícil têm sido os últimos anos da sua vida. Diagnosticada com uma doença degenerativa, a hidradenite supurativa, a escritora vê o seu dia-a-dia ser condicionado, havendo mesmo alturas em que, tal é o sofrimento, se vê impedida de sair de casa.

É o que está acontecer «desde a última semana até agora». Numa partilha feita, este domingo, dia 19 de janeiro, nas redes sociais, a mãe da atriz Inês Castel-Branco assume que, desde então, tem estado «doente e incapacitada para fazer seja o que for».

«É o preço a pagar por uma doença auto-imune e, consequentemente, por um um sistema imunitário tão fraco que não tem defesas», lamenta a comentadora do programa Passadeira Vermelha, da SIC e SIC Caras, que pede como «único voto para este ano […] conseguir ser positiva e otimista».

Luísa Castel-Branco termina pedindo «desculpas às alunas inscritas no curso de croché» que se preparava para iniciar este sábado. «Se Deus quiser, lá estaremos no dia 25. O meu muito obrigada aos espectadores da Passadeira Vermelha pelas vossas mensagens. Até breve, com o máximo do otimismo que consigo», conclui.

 

O que é a hidradenite supurativa?

 

Há quatro anos, a escritora revelava no programa Você na TV!, da TVI, que sofria de hidradenite supurativa [HS] «há cerca de 20 anos». Não se sabe a causa. «Como o médico explicou, a HS afeta o tecido adiposo e manifesta-se em V, ou seja, nas axilas, nas mamas e nas zonas íntimas. Esta doença é incapacitante por várias razões, mas a principal é porque estou 24 horas por dia com dores e isso limita-me», disse, na altura.

Trata-se de uma doença que afeta as virilhas, períneo, região do ânus e nádegas e, por vezes, as aréolas mamárias e pregas submamárias. Provoca dores devido às lesões cutâneas inflamatórias.

Entrevistada por Manuel Luís Goucha, em 2018, para o mesmo programa da TVI, a escritora revelou que se sentia melhor, embora tivesse tido muitos dias em que não conseguiu ir trabalhar devido às dores que esta doença provoca.

«Estes anos foram muito difíceis em termos de saúde. […] E agora, que estou a tomar um medicamento, estou francamente melhor. É estranho. Ao fim de 14 anos de estar permanentemente a tomar antibióticos, sem poder sentar, sem poder vestir, sem poder ter uma vida normal, quando finalmente fico bem, fico em estado de choque. É como ter de reaprender a andar. Não estava habituada», contou.

 

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Texto: Carolina Sá Pereira e Dúlio Silva; Fotografias: Arquivo Impala e reprodução redes sociais

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