Mãe de Hélder soube da expulsão do “Big Brother” um dia antes. Filho foi “humilhado”

A mãe de Hélder considerou que este foi “humilhado” pela produção do “Big Brother”, que a avisou que ia expulsar o filho no dia anterior à polémica. “Agora, já está mais calma”, disse o metrossexual.

31 Jan 2021 | 20:27
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A mãe de Hélder Teixeira foi avisada pela produção do “Big Brother – Duplo Impacto”, na quarta-feira, dia 27 de janeiro, de que o filho ia ser expulso do reality show da TVI no dia seguinte por ter feito repetidamente a saudação nazi.

Rosário ficou nervosa com a situação e não gostou do que estavam a fazer ao filho. “Ela não gostou muito da forma como as coisas aconteceram e achou que eu tinha sido humilhado. Agora, já está mais calma”, afirmou Hélder, não se alongando no assunto.

O “Big Brother” não perdoou a atitude do concorrente de Santa Maria da Feira e decidiu expulsá-lo, precisamente um dia depois de se ter comemorado o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, em que se assinala a libertação, em 1945, do campo de concentração e de extermínio de Auschwitz-Birkenau pelo Exército Vermelho. Mais de seis milhões judeus europeus foram mortos pelo regime nazi durante o Terceiro Reich.

 

Hélder “muito triste” com expulsão: “Não sou um criminoso”

 

Menos de 24 horas depois da expulsão, Hélder assumiu, aos jornalistas, que considerou injusta a sanção recebida. “Não concordo com a minha expulsão. Concordo, sim, que poderia ser punido. Por exemplo, no domingo, se não saísse, ficaria automaticamente nomeado para a semana seguinte. Acho que deveria ser aplicada uma sanção, mas não a expulsão”, começou por dizer o concorrente à TV 7 Dias.

“Acho que foi injusto. Eu não fazia a mínima ideia de que o gesto que fiz podia magoar meio mundo ou o mundo inteiro. Fiz sabendo que é um gesto militar mas não focando na Alemanha ou no Hitler. Fiz porque sim, porque achei que era engraçado e não estava a levar para a maldade”, acrescentou.

O ex-concorrente admitiu que saiu triste desta situação. “Não saio magoado com a equipa, nem com a TVI. Fico muito triste, muito triste com a forma como o ‘Big Brother’ me expulsou da casa e a frieza que ele usou. Eu sou contra a violência e contra tudo o que ele fez”, assumiu, referindo que não quer dizer o nome de Hitler. “Não fazia a mínima ideia que aquele gesto podia afetar muitos seres humanos.”

 

Hélder defende-se: “O ‘Big Brother’ falou de uma forma muito fria”

 

Hélder afirmou ainda que, depois de sair da casa mais vigiada do País, recebeu “muitas, muitas, muitas mensagens” de apoio. “O feedback que tenho de muita gente nas redes sociais e de amigos é que toda a gente está do meu lado e me apoia. Dizem que foi injusto o que o ‘Big Brother’ fez e a forma muito fria como ele falou comigo… Eu concordo que o ‘Big Brother’ falou de uma forma muito fria. Ele podia ter falado de outra forma. Eu sei que é um trabalho e que, se calhar, para dar mais ênfase ao programa, fê-lo daquela forma, porque acaba por dar mais audiência”, atirou.

O agora ex-concorrente de Santa Maria da Feira garantiu que, se fosse hoje, não teria feito esse gesto, mas reafirmou que o ‘Big Brother’ podia tê-lo chamado à atenção antes da expulsão. “Podia ter-me chamado ao confessionário e avisado da gravidade do ato. Eu não voltava a fazer. Todas as coisas que faço é com intuito de brincar. Não sou nenhum criminoso“, disse.

 

Aposta em Gonçalo Quinaz para vencedor do reality show

 

Hélder já escolheu o vencedor do “Big Brother”. “Gostava que vencesse o Gonçalo [Quinaz]”, afirmou, explicando que o colega está a fazer um bom jogo e que se identifica muito com a maneira de ser do desportista.

No entanto, o concorrente expulso admitiu que acredita que o jogo está feito para outras pessoas vencerem. “Acho que o jogo está feito para o [Bruno] Savate e para a Joana [Albuquerque]. Não tenho nada contra eles. Sempre os apoiei e sempre vi que o que eles tinham não ia ser só amizade”, concluiu Hélder.

 

Texto: Ana Lúcia Sousa; Fotos: reprodução TVI e redes sociais

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