Manuel Maria Carrilho vence mais uma batalha: “Sinto-me um mártir”

O processo interposto por Bárbara Guimarães contra o ex-marido por violência doméstica, conheceu no dia 21 mais um episódio favorável ao arguido. A guerra segue agora para o Supremo.

31 Out 2020 | 11:20
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Sinto-me verdadeiramente como um mártir. Um mártir de falsas acusações, de uma falsa vítima, que arrasta este processo, infelizmente, com a cumplicidade destes comportamentos do tribunal da Relação, fazendo de mim, e dos meus filhos, um mártir durante sete anos.” Foi desta forma que Manuel Maria Carrilho reagiu à decisão do Tribunal que o absolveu do crime de violência doméstica. A primeira absolvição deste processo, que se arrasta desde 2013, teve lugar em 2017, mas o tribunal da Relação reabriu o processo na sequência do pedido de alteração de uma data, na qual teriam ocorrido determinadas agressões do arguido à sua ex-mulher, Bárbara Guimarães.

Finda esta fase, que segue agora para o Supremo Tribunal de Justiça, Carrilho diz-se “satisfeito. É a terceira vez que venho acusado, é a terceira vez que sou absolvido inteiramente das acusações de que foi alvo”, falando de seguida em perseguição perseguição. “É para mim incompreensível a perseguição que o tribunal da relação me tem feito em relação a este caso. É a segunda vez que aqui venho, por decisões do tribunal da Relação de Lisboa.” De seguida, o ex-ministro da Cultura fala em sorteios misteriosos. “Todos sabemos em que situação se encontra o Tribunal de Lisboa e o que se tem apurado sobre os sorteios do tribunal da relação. A pessoa responsável por este processo saiu-me já três vezes, entre dezenas de possíveis responsáveis, acompanhada por um outro responsável que saiu nos meus processos quatro vezes. É uma milagrosa coincidência.”

Do lado de Bárbara Guimarães, que não esteve presente na leitura da sentença, o advogado da mesma, João de Brito, não se mostra surpreendido com esta decisão. “Era esperado, até porque não se pode esperar que uma pereira dê maçãs. Até por uma questão de coerência e retidão de carácter que eu reconheço à senhora juíza, tinha de manter a decisão. Não foi produzida nenhuma prova nesta audiência, apenas umas breves alegações feitas pelos advogados e pela senhora procuradora, que fez umas belíssimas alegações. Agora vamos para o tribunal superior”, remata dizendo que o recurso de Bárbara Guimarães “vai-se basear na prova produzida que foi desconsiderada pela senhora juíza. No seu entendimento não tinha validade aquilo que a assistente disse e deu total credibilidade às declarações do arguido.”

Textos: Luís Correia (luis.correia@impala.pt); Fotos: Nuno Moreira e Impala
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