Maria Botelho Moniz conta toda a verdade sobre a saída da SIC!

A mudança para Queluz de Baixo fez correr tinta na imprensa. Agora, sem papas na língua, a apresentadora põe tudo em pratos limpos. Conta também o que Cristina Ferreira lhe disse.

23 Ago 2020 | 14:35
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A caminhada de Maria Botelho Moniz, de 36 anos, enquanto apresentadora começou na SIC. Lá esteve 12 anos. Mas um telefonema de Pedro Ribeiro, então Diretor de Programas Executivo da TVI, mudou tudo.

«Pensei muito. Não foi uma decisão fácil, porque eu estava muito bem, não vou mentir. Estava cheia de trabalho. Nessa altura, fazia três programas ao mesmo tempo. Foi uma casa onde aprendi tudo aquilo que sei, enquanto apresentadora sobretudo. Foi uma casa que sempre me deu todas as oportunidades, que sempre me tratou maravilhosamente, onde tenho muitos amigos, onde tenho a minha mãe televisiva», recorda, referindo-se a Júlia Pinheiro, que lhe ligou no dia da sua estreia nos ecrãs da TVI, ao lado de Goucha numa emissão de cariz solidário.

Com «vontade de crescer», o que ouviu do outro lado fez com que «os olhos brilhassem». «Há um dia em que alguém me diz: ‘Queremos dar-te uma plataforma um bocadinho maior’. E, olhando em redor, sabia que, se calhar, no sítio onde estava, essa plataforma não chegaria tão cedo, porque havia outras pessoas à minha frente na fila, que estão mais degraus acima de mim. E eu respeito isso», vinca a apresentadora, que ficou convencida com a proposta por «haver alguma segurança de futuro e haver uma ideia do que queriam que fizesse».

«De repente, dizem-me: ‘Gostamos muito, somos fãs, queremos-te connosco e queremos-te fazer subir um degrau’. Não se pode dizer que não a isso. Se me custou? Claro que sim. Deixei para trás amigos e colegas de quem tenho muitas saudades, muitos deles com quem falo diariamente. Mas eu tinha de mudar», reforça.

A transferência foi polémica. Fontes ligadas à SIC alegaram, na altura, à TV 7 Dias que Maria Botelho Moniz estaria a negociar em simultâneo com a SIC e a TVI. “Espantadas” com a mudança, as mesmas interlocutoras garantiram ainda que a apresentadora recusara vários projetos na estação, tendo supostamente dito que se tratava de uma questão de «valores monetários».

Maria só agora aceita fala sobre o assunto. Confrontada pela nossa revista sobre se teria sido ‘apanhada’, não quer comentar… mas acaba por negar esta versão: «Não tenho muito a dizer sobre isso. A única coisa que posso dizer é que quem me conhece sabe que não sou pessoa de fazer as coisas pela calada ou pelas costas. Apenas recebi um telefonema, ouvi o que me disseram e tomei uma decisão.»

Com contrato de exclusividade (o primeiro!) com a TVI «durante dois anos», está ela finalmente numa «televisão que a valoriza», como disse Cláudio Ramos? «Estou numa televisão que me valoriza, mas sinto que também era valorizada onde estava.»

 

«A Cristina disse-me que conta comigo»

O programa decorre a passos largos, no mesmo espaço onde, antes de Maria Cerqueira Gomes, Manuel Luís Goucha dividiu contracena com Cristina Ferreira. O regresso desta à “casa mãe”, como a própria denomina, «foi uma surpresa total» para Maria Botelho Moniz. À Diretora de Entretenimento e Ficção da TVI, envia «uma salva de palmas».

Depois, recorda o momento em que soube da notícia. «Eu estava a entrar ao serviço no Big Brother e a percorrer o corredor quando me cruzei com o meu editor, que me disse: ‘Já sabes quem é a tua nova patroa? Vai à sala e olha para a televisão’. Entrei na sala de produção, que estava parada e que normalmente é frenética, e estava um silêncio total, tudo a olhar para a televisão. Em letras garrafais lia-se: ‘Cristina Ferreira de volta à TVI’. Pensei: ‘O que aconteceu no mundo, que eu não sei?’» graceja.

Para Maria, «Cristina é uma máquina». «Não a sei definir de outra maneira. Não há igual em Portugal e será muito difícil alguém conquistar aquilo que ela tem conquistado. É alguém com um percurso e uma história de vida que dava um filme. É muito inteligente, muito criativa, que sabe muito bem aquilo que quer fazer, onde quer chegar e para onde quer levar o barco.»

O encontro entre as duas já aconteceu. «Houve um grande sorriso de parte a parte. Disse-me que conta comigo e eu disse-lhe que estou aqui para o que for preciso. É só o que preciso de ouvir e é só o que preciso de dizer. Bati continência, tal como fiz com o Nuno Santos, porque é mais uma chefe que tenho. É alguém que vem trazer novas ideias, novas perspetivas e eu estou aqui para abraçar o que me for dado.»

 

Texto: Dúlio Silva; Fotografias: Marco Fonseca

 

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