Maria João Abreu combate fibromialgia com mudança na alimentação e ingrediente da canábis

Maria João Abreu tenta contornar a doença incapacitante com mudanças drásticas na alimentação e recurso à multireflexologia. Sem tomar anti-inflamatórios, usa apenas óleo de ingrediente da canábis.

05 Ago 2020 | 15:30
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A quarta temporada de Golpe de Sorte ainda não se estreou, mas as gravações já chegaram ao fim. Dias depois de ter feito a última cena enquanto a protagonista Maria do Céu, Maria João Abreu foi ao programa Casa Feliz para aguçar a curiosidade dos espectadores quanto à continuação da série.

Em conversa com Diana Chaves e João Baião, a atriz acabou por falar sobre a luta que trava contra a fibromialgia, caracterizada por dores neuromusculares difusas e pela presença de pontos dolorosos em determinadas zonas do corpo. Dizendo-se «mais serena e mais calma», contrapôs com as «mais dores» provocadas pela síndrome crónica. «Mas agora estou muito melhor, porque mudei a alimentação toda», revelou.

«Continuo a comer de tudo. Tudo, quer dizer… Retirei o glúten, os laticínios, o açúcar e o álcool. Às vezes, bebo um bocadinho de vinho tinto no fim de semana, mas pronto… Comecei a ter resultados surpreendentes. Deixei de ter tantas dores, a pele começou a ficar melhor e [a sentir] menos cansaço», especificou.

 

«Picos de dor muito grandes»

 

«Há quatro, cinco anos», Maria João Abreu começou a fazer uma alimentação «mais à base de cozidos, grelhados e vegetais», mas a mudança radical deu-se sobretudo «no início deste ano», quando começou «a ter picos de dor muito grandes por causa da fibromialgia»«Muito incapacitantes», sobretudo as «dores nas costas», estas afetaram-na nomeadamente nas gravações de Golpe de Sorte.

«Depois, pesquisei muito e, entretanto, estou com uma terapeuta que também me dá continuidade a esta alimentação e me faz multireflexologia. É muito bom», admitiu. Com Baião curioso quanto a esta terapia, a atriz explicou que esta lhe é feita nos pés, onde existem «sete mil pontos que comunicam com o resto do corpo», designadamente com «órgãos, ossos e coluna».

«A fibromialgia tem muito a ver com o stress. Depois, o stress gera as dores. Daí vêm a ansiedade, insónias, um cansaço horrível – de manhã, para acordar, é um cansaço horrível», lamentou. Em contrapartida, vincou que agora, com estas mudanças no seu estilo de vida, se sente «ótima».

E sublinhou que não toma qualquer anti-inflamatório. Apenas «tomo óleo de CBD», revelou, referindo-se ao canabidiol, o principal ingrediente não psicoativo da planta da canábis. «A canábis tem o CBD e o THC. O CBD é o que acalma a ansiedade», referiu, acrescentando que este pode nomeadamente ser usado no tratamento de doentes com Parkinson.

 

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Texto: Dúlio Silva; Fotografias: reprodução redes sociais

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