Maria Lisboa luta contra «DEPRESSÃO ENORME»: «Tomo uma série de medicamentos por dia»

Com um passado marcado por experiências traumáticas, entre as quais a morte do seu único filho, a cantora conta agora tudo sobre a «depressão enorme» contra a qual está a lutar.

13 Mar 2019 | 7:55
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Maria Lisboa, 44 anos, é uma mulher de luta. Uma infância marcada por agressões, como já escreveu em livro, perdeu o filho, foi vítima de violência doméstica e lutou contra um cancro. A cantora assume agora que está com uma depressão.

«Neste momento tenho uma depressão enorme em cima de mim, muito grande. Tomo uma série de medicamentos por dia. Estou muito concentrada no meu trabalho e nas pessoas que gostam de mim. São pessoas tóxicas», disse a cantora a João Baião, no programa Olhó Baião, da SIC, no passado sábado, dia 9 de março.

 

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Maria Lisboa garante lutar diariamente para ser forte, mas admite que está cansada. «Sou uma mulher que trabalho, tenho dias de trabalhar 24 horas. Ando extremamente cansada, tenho uma loja, Meu Sonho, em Nogueira da Maia. Sou eu que escolho as roupas…», contou.

A cantora recordou ainda a vida dramática que tem e assumiu que o facto de ter passado por tantas provações fez dela um grande ser humano. «Tenho pena que haja pessoas que continuam a massacrar-me, pessoas que dizem que gostam de mim e só me arranjam sarilhos. Nesta altura da minha vida achava que ia ter paz, já basta tudo por que passei, as pessoas deviam ter isso em atenção», pediu.

 

Pede a pessoas para ganharem juízo

 

Maria Lisboa sublinhou também que há pessoas que só se aproximam dela para tirar proveitos. «Há dias em que não durmo, não vou à cama. Achava que estava na hora das pessoas ganharem juízo. A maior parte das pessoas que se aproxima de mim é tudo para a chulice. Deviam deixar-se de fofoquices, não tenho tempo para isso. É horrível», afirmou.

No final do programa, João Baião deu uma boneca a Maria Lisboa, fazendo-a recordar a infância que teve, sem brinquedos, e mostrando um excerto da entrevista de Maria Lisboa, em janeiro passado, no programa de Júlia Pinheiro. Na altura, a apresentadora da SIC leu uma passagem do livro de Maria Lisboa.

 

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«O meu pai decidiu que eu não podia voltar à escola. Aos sete anos tive de me tornar adulta, arrumava a casa, fazia a comida, lavava a roupa no tanque, ia ao chafariz buscar a água e muitas vezes distraí-me a brincar com latas de atum vazias e pratos partidos e ficava tudo por fazer. O meu pai chegava a casa, não tinha o jantar pronto e moía-me de pancada», leu Júlia Pinheiro.

 

Filho colhido por comboio

 

Maria Lisboa perdeu o seu único filho há sete anos. Em 2012, a cantora chorou a morte de Pedro Cardoso, que foi colhido por um comboio, em Vila Nova de Gaia. O jovem tinha 30 anos e ia para uma entrevista de emprego quando foi atropelado no apeadeiro de Francelos.

 

Mensagem de Maria Lisboa para o filho

 

No ano passado, quando se completaram seis anos sobre a morte do seu filho, a artista faz questão de o homenagear com uma mensagem tocante nas redes sociais. «Meu único filho Pedro era tão lindo. Faz hoje 6 anos que partiu, era um guerreiro, um lutador como a Mãe, te amarei para sempre filho, tenho tantas saudades de ti, só quem é mãe é que sabe! Não estás comigo fisicamente mas estás sempre comigo espiritualmente. Que Deus te guarde e ilumine sempre, um dia a Mãe vai estar contigo. É uma dor que não tem nome, pois tudo que faço, tudo que canto, é sempre a pensar em ti. Deus deu-me esta missão aqui na terra, confortar o coração de muitas outras mães, que já passaram pelo mesmo», começou por dizer.

«Sim, coragem, pois sabendo que a vida dos nossos filhos não nos pertence, mas é de Deus, amamos com a coragem de saber que um dia Ele poderá nos pedir nossos filhos de volta, porque Deus tem para eles uma missão que não conhecemos. Mesmo sabendo que a vida dos nossos filhos, assim como a nossa, a Deus pertence, poucas coisas nos parecem tão anti-naturais como a morte de um filho. Nenhum pai ou mãe deveria passar por este sofrimento. Ver a vida de um filho ser interrompida é uma experiência que ninguém merece viver», escreveu.

«Perder um filho é a maior prova pela qual um ser humano pode passar na vida. E continuar a ter fé em Deus depois disto, é ter a esperança de que um dia estarei novamente ao lado do meu anjo amado que Deus emprestou para enriquecer a minha vida. Amo-te para sempre Pedro», lê-se no Facebook.

 

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Texto: Ana Lúcia Sousa | Fotografias: arquivo Impala e reprodução redes Sociais

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