Maria Rueff é vacinada contra COVID-19 e recebe críticas. Atriz já deu resposta à altura

Maria Rueff foi inoculada com a primeira dose da vacina contra a COVID-19 e recebeu várias críticas. A atriz, de 48 anos, veio entretanto explicar porque tal já aconteceu.

29 Mai 2021 | 17:20
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Maria Rueff tomou a primeira dose da vacina contra a COVID-19 esta semana e, depois de contar a novidade nas redes sociais, foi alvo de críticas por parte de alguns seguidores. Tudo porque a atriz tem ‘apenas’ 48 anos, o que levantou algumas questões entre os internautas.

Para esclarecer a razão por que já foi inoculada, Maria Rueff escreveu depois um outro texto. “26 de maio, Dia de São Filipe Neri, Santo do humor e da alegria, coincidência feliz que registo agradecendo-lhe hoje este primeiro passo (1 dose da vacina) na proteção contra a COVID-19 que tantos, tão injustamente, têm levado. Vem-me à memória Paulo Gustavo, comediante de exceção, que morreu no Brasil aos 42 anos, vítima desta doença, e no que dizia sobre o humor ‘que alivia e salva’ e no orgulho que tinha pela missão de fazer rir os outros”, começou por escrever.

“Alegro-me por fazer parte da mesma missão e fico tão grata à vida. Que todos possam rapidamente ficar protegidos é o que desejo, e a quem se rebelou pelo facto de eu só ter 48 anos e já estar a ser vacinada, lembro só que sou de risco. Doente coronária, já com um enfarte, que aliás foi público, e hipertensa. Só por isso e mesmo só por isso já fui chamada“, explicou, acrescentando: “Aprendamos já agora com os santos ou iluminados, mesmo não sendo cristãos, a amar mais os outros, e a não ceder ao tão na moda egocentrismo. Como dizia João Lobo Antunes, ‘pena a bondade não ser contagiosa'”.

“Não dá para agendar para menos de 55. Não percebo”, “Eu, com 51 anos, ainda aguardo a possibilidade de agendar” e “Eu ainda não levei nem a primeira e tenho 55 anos” foram alguns dos comentários deixados na conta de Instagram da atriz.

 

Maria Rueff sofreu enfarte do miocárdio há dois anos

 

Maria Rueff sofreu um enfarte do miocárdio em novembro de 2019. Numa entrevista a Manuel Luís Goucha, para o programa “Conta-me”, da TVI, em março deste ano, a atriz recordou o episódio em que quase perdeu a vida.

“Sabia todos os sintomas, porque o meu irmão passou por isso. Eu não fui visitada um segundo pela ideia [da morte], nem percebi que era do coração”, assumiu, enumerando que, entre os sintomas, sentiu “um pneu em cima do peito” e “uma espécie de garrote no braço esquerdo”, além da sensação de estar a “ficar paralisada” na zona da cara. “Isso, sim, preocupou-me muito, porque eu só pensava como é que a seguir ia trabalhar”, disse, contando ainda que, naquele momento, pensou que estava a ter “uma espécie de trombose” e que “iria ficar desfigurada”. “Tive muita sorte no processo todo. O INEM chegou logo, cheguei imediatamente ao [Hospital de] São José”, sublinhou.

A filha, Laura, que a atriz classificou de “mulherão”, tinha apenas 15 anos e “tratou de tudo”. “Foi ela que me deu imensa força. Aliás, eu disse aos médicos: ‘Olhem, deixem entrar a minha filha, porque eu tenho de ligar ao Herman [José] e tenho de ligar para a rádio'”, recordou. Aliás, o trabalho foi, na altura, um pensamento constante: “Já no meio das maquinetas, quase a ser intervencionada, só dizia: ‘Eu tenho de gravar!’.”

 

“Só me aflige a ideia de ainda faltar à Laura”

 

Na mesma entrevista a Manuel Luís Goucha, Maria Rueff revelou que ainda estava a recuperar e que aquele problema de saúde “mexe muito” com ela. “Não pensei logo [na morte]. A seguir, tive uma espécie de ressaca e comecei a perceber tudo o que podia ter acontecido”, referiu, revelando como lida hoje com a ideia de finitude: “Só me aflige a ideia de ainda faltar à Laura, de lhe falhar. Sinto que, como mãe, ela ainda precisará da minha presença. De qualquer forma, eu já tinha vindo a fazer uma espécie de processo de arrumar pastas – ou quando fica qualquer coisa por dizer, ou fazer alguns pedidos de desculpas… Desde os 40, talvez, tenho tido uma preocupação em suavizar as arestas.”

E porque o tem vindo a fazer? “Porque gostava muito de partir sem deixar nenhum rasto…”, respondeu ao apresentador, dizendo ainda que tal não aconteceu, por exemplo, com a já referida morte do irmão João, em 2010. “Foi repentina. Não me despedi, não lhe disse, se calhar, as vezes suficientes o quanto o amava… Isso, com a minha mãe, pude fazer”, disse.

 

Texto: Patrícia Correia Branco e Dúlio Silva; Fotos: Arquivo Impala e reprodução redes sociais

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