Mariana Pacheco revela: “Odeio estar de férias”

Televisão, teatro, música, a atriz está envolvida em diversas frentes e confessa que é assim mesmo que gosta de estar. Mariana fala ainda do apoio incondicional do namorado e da novela Sangue Oculto

07 Out 2023 | 12:00
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Mariana Pacheco é uma das protagonistas da peça Sonho de uma Noite de Verão, que conta com a encenação de Diogo Infante e está em cena no Teatro de Trindade, em Lisboa. No entanto, para além de ser uma das protagonistas, a jovem partilha o palco com grandes atores, nomeadamente com Sara Matos, com quem também contracena na novela da SIC, Sangue Oculto. “É verdade, eu não páro de trabalhar com a Sara, de repente parece que temos contratos profissionais que só nos permitem trabalhar uma com a outra”, começa por afirmar, em tom de brincadeira.

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A música está a ser “trabalhada”

“Mas é incrível porque eu adoro trabalhar com ela. Estamos cada vez mais próximas e portanto é muito bom trabalharmos com pessoas com quem já temos confiança e foi o caso de muita gente aqui do elenco… A Soraia também, o Miguel, o Ricardo, são pessoas que eu já conhecia. Todos os outros eu não conhecia mas estou a amar conhecer e é mesmo um ambiente muito bom”.

Para além da representação, a jovem artista também dá cartas no mundo da música. “Essa parte está a ser trabalhada mas não há novidades que eu possa dizer já porque também não quero auto pressionar-me a dar informações que depois podem não ser realistas mas está a acontecer. Com calma, sem pressões, sem tempo limite para acontecer, mas é uma coisa na qual eu quero mesmo muito trabalhar e está a ser um foco sem dúvida prioritário neste momento”.

“Foi  uma prendinha do universo”

Mariana Pacheco e o namorado, Syro, lançaram recentemente o tema Dor de Amar, e a jovem explica de que maneira deu os primeiros passos no mundo da música. “As primeiras conversas que eu e o Syro tivemos era inclusive sobre isso porque eu já estava muito determinada a começar a fazer as minhas coisas portanto eu acho que foi um bocadinho uma prendinha do universo”, conta. “Não foi ele que me influenciou a que eu desse esse passo mas era um passo que eu já tinha decidido dar quando o conheci e de repente só se tornou mais forte porque ele apoiou-me muito… Obviamente que abriu aqui uma porta porque ele já é uma artista consagrado, com sucessos já garantidos e com maneiras de deitar música cá para fora que eu ainda não tenho. Ainda não sei muito bem o que é que vou mandar cá para fora na verdade e portanto posso dizer que fui um bocadinho levada ao colo com esta primeira experiência. Mas as coisas estão a surgir de forma muito natural e acho que isso é mesmo sinal de que é altura certa agora”, acrescenta.

Triste com final de personagem em Sangue Oculto

Com a novela da SIC Sangue Oculto prestes a terminar, a atriz assume que não era este o final que esperava para a sua personagem. “Eu gostava que o final dela fosse ter feito as pazes com a mãe e com o pai ainda vivos e com a irmã… Mas lá está, isto sou eu que sou uma romântica incurável a achar que as novelas deviam ter finais felizes e às vezes não têm porque também retratam a realidade”, assume. “Também tenho muita pena que a minha história com o Rui Unas tenha terminado assim. Eu gostei tanto de trabalhar com ele e ele sentiu-se tão mal em fazer aquele papel comigo”, conta, entre risos. “De repente eles começaram a piorar e a piorar e ele só me dizia: ‘Eu não te quero fazer isto. Não te quero tratar assim’. Foi mesmo muito divertido trabalhar com ele portanto fiquei com pena mas por outro lado também é bom representar este tipo de papéis de violência doméstica, não apenas física, como emocional, que já começa a ser muito abordada mas ainda é pouco e acho que pode dar alguma força a quem passa por situações desse género. Acho que fiz um papel de extrema importância social nesse sentido”.

Questionada sobre o que gostava que viesse a seguir, Mariana Pacheco não tem dúvidas: “Tudo ao mesmo tempo”. “Eu não quero parar, eu odeio estar de férias, odeio não ter coisas para fazer e não ter nenhum projeto ao mesmo tempo que me deixe sem dormir mas ao mesmo tempo feliz e preenchida. Tive agora umas férias e passado uma semana já estava aborrecida. Sinto mesmo necessidade de me sentir útil, proativa, sentir que não paro e que está tudo a acontecer”.

Texto: Sofia Pinto (sofia.pinto@worldimpalanet.com); Fotos: Tito Calado, Divulgação SIC e Reprodução Instagram

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