Maya compara CMTV a um circo: “Todos fazemos tudo”

Prestes a estrear um novo programa, Maya diz que é um soldadinho na televisão. Não consegue trabalhar com incompetentes e sabe que não vai continuar muito mais tempo no ecrã.

09 Abr 2023 | 9:00
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Nuno Azinheira (N.A.) – Estás na CMTV desde o início. Foste o primeiro rosto do canal, com Francisco Penim e Nuno Graciano. Estiveste na manhã, na tarde, agora vais para a noite. És a dona disto tudo?

Maya – [gargalhada] Não. Acho que a CMTV vive um pouco de cada um ter de trabalhar muito. Costumo compará-la ao circo Victor Hugo Cardinali, em que todos fazemos tudo.

N.A. – És a leoa?

Maya – Não. Nem devo ser o Victor Hugo. Eu sou, como fui no circo, a amazona. Monto os projetos [risos]. Portanto, na CMTV, aprendemos uma coisa que se chama versatilidade. É preciso fazer isto? Faz-se.

N.A. – Tu já eras um bocado assim.

Maya – Sim, mas eu nunca tinha tido programas em nome próprio. Tinha tido o Cartas da Maya: O Dilema, que era um projeto muito de nicho e de acordo como as minhas funções de taróloga. Portanto, não tinha margem para divagar. Tinha feito o Contacto com o Nuno Graciano, que tinha corrido bem, mas era um programa que estava muito sob a influência da imagem da Rita Ferro Rodrigues.

N.A. – Tinhas herdado sempre projetos.

Maya – Nunca tinha tido um que tivesse sido criado para mim. E, de facto, o Despertar CM foi criado para mim. Era eu em estúdio e o Nuno Graciano no helicóptero, mas, de vez em quando, o helicóptero funcionava, e outras vezes não. Portanto, o formato foi-se adaptando às circunstâncias. O Nuno saiu do helicóptero e veio para estúdio, e aí começámos a ter público. Por isso, foi todo um novo ambiente, que me permitiu desenvolver as minhas capacidades enquanto comunicadora, entrevistadora e entertainer.

N.A. – Enquanto apresentadora?

Maya – Eu não sou uma apresentadora de raiz. E só agora, ao fim de alguns anos, é que as pessoas me colocam na galeria dos apresentadores.

N.A. – E tu, colocas-te nessa galeria?

Maya – Hum [pausa]. Eu sou uma profissional da comunicação. Apresento, danço, se me pedirem, faço tarot, e comento.

N.A. – Esse estigma que te puseram como apenas “a taróloga” já está esquecido. Já ninguém se refere à Maya assim.

Maya – Às vezes, ainda dizem, mas acho que dizem como um acréscimo. Designando todas as facetas do meu caminho.

N.A. – Estiveste na manhã, na tarde e começaste agora na noite. Tu és uma mulher da noite, e nunca o escondeste.

Maya – Sim. Primeiro, sou filha de um padeiro, e o meu pai também era um homem da noite [risos].

N.A. – Como foi acordar, durante aqueles anos, às cinco e tal da manhã?

Maya – Foi muito difícil. Até porque nunca acordo bem-disposta. Acordo com dores de cabeça, sinusite, rinite. Não acordo bem.

N.A. – Esse nariz não te ajuda.

Maya – [risos] Não me ajuda, mas não o vou operar. A não ser que tenha um acidente que mo obrigue.

Leia a entrevista completa na Nova Gente que já está nas bancas.

Texto: Nuno Azinheira; Fotos: DR

 

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