Miguel Costa confessa que fez bullying no passado: «Olhando para trás, arrependo-me»

Miguel Costa contou que, quando era mais jovem, foi bully. Ator diz que se arrepende e conta ainda que, também no humor, já ultrapassou «algumas fronteiras».

21 Out 2020 | 21:00
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Miguel Costa assinalou o Dia Mundial do Combate ao Bullying, que se assinalou esta terça-feira, 20 de outubro, com uma confissão: o ator foi bully quando era mais novo e fez sofrer alguns colegas de escola.

A história foi partilhada pelo próprio nas redes sociais. «Hoje é dia Mundial do combate ao Bullying. Esse combate começa em casa, com a partilha de valores de respeito e tolerância de uns para os outros. Confesso que, do alto desta figura ridícula, fui mais bully do que vítima, quando era puto», começou por contar.

«Olhando para trás, arrependo-me de vários comportamentos que tive. Também levei, atenção. Há quem defenda que é normal, que os miúdos ultrapassam isso. Errado. Ficam marcas para a vida, e há uma relação directa com o suicídio», escreveu, dando exemplos de vários estudos internacionais que demonstram que muitos adolescentes que sofrem deste drama se suicidam ou pensam em suicídio. «Há quem ache normal. Não é. Nem podemos aceitar como normal», afimou o ator.

Miguel Costa fala do cyberbullying

Miguel Costa fala também de um problema das atuais gerações. «Temos também o cyberbullying, com o uso cada vez mais frequente das redes sociais. Uma prática cruel, cobarde, e com resultados a vista: depressão face à crueldade e rejeição. Os danos semelhantes ao bullying convencional também se verificam. Passa também por nós perceber que o virtual, o digital cria uma falsa sensação de aceitação e rejeição, que o mundo real é onde estão as nossas bases: família, amigos».

«Muitas vítimas de bullying tornam-se bullys mais tarde, pela acumulação de frustrações, por revolta. Não sou perito, mas como pai é um assunto que estudo. Até por arrependimentos do passado. Se pudesse ter voltado atrás, tinha feito diferente em várias situações. Não posso mudar muita coisa nesse sentido, mas posso tentar que as minhas filhas não sejam como eu, e não se deixem subjugar. Valores como o respeito, tolerância, empatia, ajudam muito», escreveu, revelando arrependimento por tudo o que fez.

«Há muito bullying disfarçado de pseudo-frontalidade e humor. Também no campo do humor já ultrapassei algumas fronteiras. Viver e aprender. A pergunta que se deve fazer a um bully é ‘Porquê?’. Normalmente obriga-o a pensar. Comigo funcionou», acrescentou ainda.

 

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Texto: Patrícia Correia Branco; Fotos: Reprodução redes sociais

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