Concorrente de Dança com as Estrelas confessa: «Doeu-me a separação dos meus pais»

Acompanhámos os ensaios de Miguel Raposo para a sua última semana no Dança com as Estrelas. O filho de José Raposo e Maria João Abreu conta como o divórcio dos progenitores o afetou.

01 Mar 2020 | 18:50
-A +A

Miguel Raposo foi o último nome a ser integrado no leque de concorrentes de Dança com as Estrelas e o primeiro a ser expulso da competição. A TV 7 Dias marcou encontro com o jovem ator, há duas semanas, para assistir aos ensaios do número que exibiu com Guilena, o seu par, na última gala, que aconteceu este domingo, dia 23 de fevereiro, e comprovou que o talento corre-lhe nas veias.

Nos estúdios da escola de dança Jazzy, em Lisboa, Miguel Raposo recebeu-nos de sorriso aberto. «Adoro dançar. O desafio trouxe-me muita vontade de continuar a dançar e isso basta para querer continuar e melhorar. Além disso, um desafio para mim é sempre uma coisa boa», disse.

Animado e bem-disposto, o filho dos conceituados atores José Raposo e Maria João Abreu mostrou-se dedicado e atento às dicas do seu par, que não tardou a tecer-lhe rasgados elogios. «Ele é divertido, simpático e está sempre com um sorriso humilde, além de ser muito gentil. Como diz a minha filha, com os pais que tem não podia ser outra coisa», atira Guilena.

A viver uma fase plena, Miguel não tem mãos a medir com o trabalho que tem tido nos últimos meses. «Estou a fazer uma série, uma novela, um espetáculo de teatro, estes ensaios do Dança e estou em cinco estúdios de dobragem ao mesmo tempo. São muitas coisas e não dá para ensaiar muito tempo.»

Apaixonado pela arte de representar, Miguel Raposo começa a conquistar o seu espaço e notoriedade. Apesar de ter crescido nos bastidores das maiores salas de espetáculos e entre os sets de rodagens, foi só após terminar o ensino secundário que sentiu que era como ator que queria viver. «Eu não queria fazer nada disto e como vivi tudo de fora pensei: ‘Sou uma pessoa tímida, não quero fazer isto’. Mas quando me vi obrigado a escolher é que pensei: ‘Não me vejo a fazer mais nada’. Então tentei o conservatório.»

O que não se sabe é que durante a adolescência ambicionou seguir o basquetebol. «Queria muito ser basquetebolista, então fiz muito desporto e tive bandas. A música vem comigo desde muito cedo. Andei a dar muita música e a jogar basquetebol na adolescência… e ainda sou músico.»

 

Mediatismo e mágoa

 

Habituado a viver com a fama dos progenitores, destaca o divórcio destes como uma aprendizagem. «O divórcio afeta sempre os filhos. O facto de sair nas revistas sempre foi indiferente. Doeu-me a separação dos meus pais por si mesma, não pela exposição que tiveram. No caso dos meus pais fez-me aprender que a generosidade salva tudo e cura tudo. Eles, sendo pessoas tão generosas, reaproximaram-se outra vez. Eles pensaram: ‘Temos dois filhos, gostámos um do outro durante tanto tempo, temos de ser amigos’. Há muito a aprender com essa generosidade também, porque, no fundo, nenhum sentimento é final», disse, prosseguindo: «Eles sempre nos salvaguardaram de toda a exposição, mas é engraçado porque tenho a sorte deles serem muito generosos, logo as pessoas gostam muito deles e quando os abordam é sempre com muito amor e carinho, nunca senti que as pessoas fossem abusivas. Além disso, permitiu- me crescer com acesso à arte.»

Já sobre os pais terem voltado a encontrar o amor, confidencia: «No início há sempre preocupação, mas, felizmente, eles são boas pessoas que atraem outras boas pessoas. Eles amam-se todos e são felizes nesse amor», teceu, reforçando a sua felicidade pelo nascimento de Lua, filha do seu pai, José Raposo, com Sara Barradas: «Agora tive mais uma irmã, que é uma coisa boa. É linda e adoro-a. Não tenho tido muito tempo para estar com ela, porque estamos todos a trabalhar, mas é muito fofinha. É uma maravilha ter um bebé na família», rematou.

 

Novela em breve

 

Depois de ter integrado o elenco da série da SIC Golpe de Sorte, é na ficção da TVI, em Quer o Destino, que Miguel Raposo poderá ser visto em breve. «Estou a fazer uma personagem que aparece e que não fica até ao fim. No fundo, é uma personagem que explica coisas que se passaram na vida das personagens da Marina Mota, da Ana Bustorff e de algumas outras pessoas, que são todos os irmãos, porque faço de pai deles. Não posso desvendar muito mais, mas vão ser cenas violentas, com algumas imagens fortes e chocantes.»

 

Texto: Telma Santos; Fotografias: Marco Fonseca

 

(artigo originalmente publicado na edição nº 1719 da TV 7 Dias)

PUB
Top