Indignada! Mónica Sintra denuncia polémica com juiz: «Ser humano desprezível»

Mónica Sintra tornou público um episódio que a ligará ao juiz Joaquim Manuel Silva, acusado de contratar prostitutas para lhe fazerem sexo oral enquanto ouvia depoimentos de menores por videochamada.

11 Jul 2020 | 14:10
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Mónica Sintra não aguentou estar calada e quebrou o silêncio depois de, nos últimos dias, ter visto o nome do juiz Joaquim Manuel Silva na ordem do dia no que diz respeito à atualidade informativa. A cantora recorreu ao Facebook para exprimir a sua opinião sobre o homem que está no centro da polémica e deixar-lhe algumas acusações.

A denúncia aconteceu depois de Ana Loureiro, dona de uma casa de acompanhantes e uma das principais vozes na luta pela legalização da prostituição em Portugal, ter dito que um juiz contratava prostitutas para lhe fazerem sexo oral enquanto ouvia depoimentos de menores por videochamada.

«Incrível as voltas que a vida dá! Alegadamente – convém, senão ainda tenho um novo processo – este senhor (envolvido no escândalo) está a ser acusado de ter sexo oral enquanto ouvia depoimentos de crianças. Se a mim me espanta? Claro que não», começou por escrever Mónica Sintra.

A cantora, mãe de Duarte, de nove anos, revelou que lidou com Joaquim Manuel Silva quando, entre 2011 e 2015, lutou pela guarda do filho em tribunal. «Ele é bem conhecido pela porcaria que fez no tribunal de Sintra. Obrigou-me a trocar de advogado no meu processo de custódia do Duarte. Enviou uma ata que não correspondia ao que tinha sido dito na audiência, manifestou desagrado e preconceito pela profissão que tenho, disse barbaridades, as quais ouvi e calei, e da única vez que não me calei abriu um processo contra mim.»

Em junho de 2011, saíam notícias de que Mónica sofria por ter ficado com guarda partilhada com Sérgio Moreira, o pai do menino. Episódio que a cantora agora recordou. «E tantas outras coisas… Disse uma vez: ‘Como figura pública, retiro-lhe a guarda total para as restantes mulheres perceberem que é assim que deve ser, vai servir de exemplo da minha medida’.»

Em 2015, Mónica Sintra conseguiu recuperar a guarda total de Duarte, mas ainda hoje lembra o «ódio» que sentiu por lidar com o juiz que, agora, está a ser falado no País inteiro. «Estive três anos a odiar este homem (bem sei que é uma palavra forte) mas ainda o odeio, pela atitude, pelas palavras e pela sua arrogância! A vida deu a volta e agora retiro o Doutor Juiz para tratá-lo como ele tratou muitas mulheres… por ser humano desprezível. Só espero que, por ser um juiz, não saia impune, e tenha o retorno de todo o mal que causou a muitas famílias e crianças! Chama-se a isto: ‘O karma é lixado’.»

 

 

Juiz nega acusações

 

A acusação ao juiz surgiu durante uma audição na Assembleia da República. Ana Loureiro afirmou que, ao assistir às gravações de depoimentos com menores abusados, um juiz contratava prostitutas e que, quando as crianças começavam a falar, este ordenava que a mulher começasse a fazer-lhe sexo oral.

Durante alguns dias, a identidade do juiz ficou em anonimato. Porém, esta quinta-feira, dia 9 de julho, a TVI avançou com um nome: Joaquim Manuel Silva, juiz do Tribunal de Família e Menores de Mafra. O Expresso avança que o Ministério Público já está a investigar o caso.

Joaquim Manuel Silva já veio desmentir as acusações de que é alvo. À Renascença, o juiz garantiu que está a ser vítima de um ataque de movimentos feministas devido ao regime de residência alternada, que tantas vezes aplica, afirma.

 

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Texto: Mariana de Almeida; Fotografias: Arquivo Impala e reprodução redes sociais

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