Mulher que acusa Neymar revela: «Ele virou-me e cometeu o ato. Pedi-lhe para parar»

Najila Trindade Mendes acusa Neymar de ter agredido e abusado sexualmente de si. Numa entrevista, a alegada vítima explica como tudo aconteceu.

06 Jun 2019 | 12:22
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Najila Trindade Mendes, a manequim que afirma que Neymar agrediu e abusou sexualmente de si, deu uma entrevista a Roberto Cabrini, do bloco informativo SBT Brasil. São as primeiras declarações públicas da jovem de 26 anos que deu entrada em tribunal com uma acusação contra o futebolista do Paris Saint-Germain.

«Fui vítima de violação», disse a estudante de Design de Interiores. «Agressão e violação», reafirmou. «O meu intuito era ter uma relação sexual com ele», admite Najila, que viajou do Brasil para França com esse propósito. Quando chegou a Paris, foi «para o hotel». «Ele mandou-me mensagem a dizer que ia para uma festa, mas que passaria lá antes para me dar um beijo», recorda.

«Eu tinha o desejo de ficar com o Neymar e quando eu cheguei lá estava tudo bem (…). [Depois] Ele estava agressivo, totalmente diferente daquela pessoa que eu conheci nas mensagens. Como eu tinha muita vontade de ficar com ele, tentei lidar com a situação. Começámos a trocar carícias, a beijar-nos e ele despiu-me. Até aí, foi tudo consensual», desfia.

Najila conta que, de seguida, Neymar começou a bater-lhe: «No início não houve problema, mas depois ele começou a magoar-me muito. Eu pedi-lhe para parar, disse que estava a doer, e ele disse ‘desculpa, linda’».

Foi quando perguntou a Neymar se ele tinha preservativo que tudo terá mudado. «Ele respondeu que não e eu disse que assim não ia acontecer nada. Ele não respondeu e continuamos. Ele virou-me e cometeu o ato. Pedi-lhe para parar, ele continuava a cometer o ato e a bater na minha ‘bunda’ violentamente», alegou. «Foi tudo muito rápido. Uma questão de segundos», acrescentou.

 

«Quero justiça»

Najila revela que, depois desse acontecimento, que terá ocorrido a 15 de maio passado, continuou a trocar mensagens com Neymar. Porquê? Porque teve, primeiro, de «assimilar tudo», explica. «Quando ele saiu do quarto e eu comecei a entender tudo o que tinha acontecido comigo e como ele foi estúpido, como ele me violou e violentou, quis fazer justiça. (…) Eu sabia que se eu não falasse com ele novamente, se não fingisse que nada tinha acontecido, ele não iria falar comigo novamente e eu não iria conseguir provar o que ele tinha feito», justifica.

A manequim diz ainda que não quer nenhuma compensação financeira, mas sim «justiça». «Ele fez-me muito mal, estou muito traumatizada. Quero que ele pague pelo que ele fez», referiu.

Quanto à multa de 26 mil reais (5,9 mil euros) devido a rendas não pagas, desde agosto do ano passado, referentes ao arrendamento de uma casa, e a uma ação de despejo, noticiadas na imprensa brasileira, Najila confessa serem verdadeiras. «A ação de despejo não existia até o meu nome vir a público», frisa. Além destas, a brasileira admite ainda que deve 4160,77 reais (959 euros) à Escola Panamericana de Arte e Design, onde estudava.

«Haveria uma forma mais fácil e rápida para conseguir [dinheiro]», remata, negando assim quem a acusa de querer extorquir o jogador para pagar essas dívidas.

Veja a entrevista completa:

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Texto: Ana Filipe Silveira| Fotos: reprodução YouTube e redes sociais

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