“Não o fiz por birra”: Pipoca conta tudo sobre ameaça feita na gala do “Big Brother”

Ana Garcia Martins, mais conhecida como A Pipoca Mais Doce, justificou o facto de ter ameaçado deixar o papel de comentadora do “Big Brother” se Joana Diniz não fosse admoestada pelo soberano.

11 Jan 2021 | 22:30
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Ana Garcia Martins, mais conhecida como A Pipoca Mais Doce, ameaçou abandonar o reality show se Joana Diniz não fosse advertida pelo “Big Brother” por ter proferido comentários pejorativos sobre Pedro Crispim. Nesta segunda-feira, a comentadora escreveu um texto sobre o preconceito e explicou porque dedicou algum tempo de antena a este tema na segunda gala do programa da TVI.

“Quando alguém diz que prefere ser mulherengo do que gay, quando alguém diz que um gay é só ‘mais ou menos homem’, isso é preconceito. E ambas as situações aconteceram no ‘Big Brother’. E não podem ser escamoteadas com um “estavam só a brincar, não disseram por mal”, porque mesmo que até seja verdade, o preconceito está lá. E a maldade também”, defende a comentadora.

Para Ana Garcia Martins, é importante alertar para que esta situação não se volte a repetir e revela o porquê de ter ‘batido o pé’ com este assunto: “E quando se relativiza e se deixa passar, estamos só a ser coniventes e a permitir que mais alguém seja enxovalhado pela sua orientação sexual. Quando ontem ameacei sair, não o fiz por birra. Fi-lo para marcar uma posição e defender uma causa. Pedi que houvesse, pelo menos, uma admoestação e – apesar do pedido de desculpas miserável – a admoestação aconteceu. E o assunto foi falado e gerou debate e mexeu com as pessoas, que também é o que se quer num programa destes. Porque acredito que a tal desconstrução (a minha e a dos milhares que assistem ao BB) também passe por isto.”

 

A Pipoca Mais Doce: “Também eu tenho a minha dose de preconceito”

 

No mesmo texto, A Pipoca Mais Doce revela que, como ser humano, também ela não está livre de ter pensamentos preconceituosos. Porém, a comentadora do “Big Brother” esforça-se ao máximo para evitá-los.

“Há uns tempos corria uma campanha aqui pelo Instagram em que várias figuras públicas se assumiam como ‘preconceituosos em desconstrução’. Um diziam ser machistas, outros homofóbicos, outros racistas, e explicavam porquê. Estamos a falar de pessoas muito conhecidas e que, de uma forma geral, todos vemos como tolerantes, bem formadas e incapazes de perpetuar qualquer tipo de preconceito. Mas, a verdade, é que todos nós os temos. Em maior ou menor escala, de forma mais ou menos latente, mas temos, mesmo que achemos que não. Eu não sou diferente. Por mais que não queira, percebo que há pequenos gestos ou pensamentos que fazem com que também eu tenha a minha dose de preconceito.”

Num tom de reconhecimento, Ana Garcia Martins agradece o apoio aos seguidores: “Vamos aos poucos.”

 

Texto: Carolina Sousa; Fotos: reprodução redes sociais
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