“Não sou escrava de nada”: Cristina Ferreira abre o jogo e assume-se “triste” com a SIC

Cristina Ferreira comentou o pedido de indemnização de 20 milhões de euros exigido pela SIC. A diretora da TVI disse que o contrato que a ligava ao canal rival tinha alíneas que lhe permitiam sair.

26 Mar 2021 | 18:49
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Cristina Ferreira não passou ao lado do processo judicial interposto pela SIC contra ela na entrevista que concedeu, esta sexta-feira, a Manuel Luís Goucha. A estação de Paço de Arcos exige à Diretora de Entretenimento e Ficção da TVI cerca de 20 milhões de euros por esta ter quebrado unilateralmente o contrato que a ligava ao canal para poder regressar a Queluz de Baixo, mas esta considera o montante infundado.

“As pessoas já perceberam que, se eu quisesse, continuaria lá? Estaria tudo bem, estaria rainha e senhora das manhãs da SIC, no meu programa, tudo certinho, tudo perfeito… Eu poderia estar lá”, começou por dizer a também apresentadora.

Contudo, a concretização do sonho de dirigir a programação de um canal falou mais alto.Eu não vou deixar de fazer nada na minha vida porque os outros mo exigem. Eu não sou escrava de nada”, atirou Cristina Ferreira, que se disse “aquilo que quer ser”: “São as minhas escolhas.”

“Eu não fiz nada que não pudesse ter feito. Há um contrato? Há. Há alíneas nesse contrato que nos permitem, porque, se nós não tivéssemos alíneas que nos permitem sair de alguma forma, viveríamos numa escravatura”, defendeu a responsável da TVI.

 

Cristina Ferreira “triste” com a SIC: “Sabem com o que é que contribuí”

 

A malveirense acreditou que, na SIC, “tinha chegado ao fim” o seu caminho. “Fui muito feliz? Fui, mas surgiu-me uma oportunidade. E eu queria esta oportunidade. Qual é o problema de vir atrás dela? Porque tenho de ser condenada por isso? Porquê?! Eu só vim atrás daquilo que eu queria”, afirmou a comunicadora, que esteve em Paço de Arcos menos de dois anos.

A indemnização, essa, Cristina Ferreira sabe que terá de pagar. “‘Ah, então agora vai lá pagar o que deves’. Se tiver de pagar, pago. Eu aceito as consequências”, afirmou, mostrando-se desiludida com a forma como a SIC tem conduzido o processo: “Fico triste? Fico. Fico triste porque as pessoas com quem trabalhei no outro lado sabem o que é que eu dei ao outro lado, sabem com o que é que contribuí.”

 

Guerra vem da SIC? Cristina Ferreira recusa responder a Goucha

 

“E não é do outro lado que vem parte da guerra?”, questionou o anfitrião do programa “Goucha”. “Ah… Estás tu a dizer…”, disse apenas, não querendo responder concretamente à pergunta.

Logo depois, voltou a falar da desilusão que sente na forma como todo o caso foi e está a ser gerido pela SIC. “Eu percebo, é difícil, foi de um momento para o outro, era uma pessoa com quem estavam a contar, era uma pessoa que estava a dar um grande contributo à estação, era um trunfo… Mas gostava que o tivessem feito de outra forma: ‘Há alguma coisa que possamos fazer? Obrigada, sabemos o quanto foste importante para nós, temos muita pena que vás embora. Vamos olhar aqui para aquilo que temos de cláusulas, vamos cumpri-las e boa sorte. Nós queremos continuar a ganhar'”, imaginou. Mas, segundo ela, não foi isso que aconteceu.

 

Texto: Dúlio Silva; Fotos: reprodução redes sociais

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