NBC é favorito na segunda semifinal do Festival da Canção: «é um SONHO ANTIGO»

Timóteo Deus Santos (NBC), é o favorito na segunda semifinal do Festival da Canção 2019. O músico de 43 anos revela que «quer muito» ir à final e diz que o Festival reflete o que é o país.

23 Fev 2019 | 13:40
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Do leque de 16 músicos que concorre na edição deste ano do Festival da Canção, NBC é o mais velho e o quem a carreira mais longa. Nascido em São Tomé e Príncipe em 1974, veio com a família para Portugal com apenas 5 anos.

 

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Mais de duas décadas depois de se ter dado a conhecer ao país como um dos pioneiros do hip hop português, NBC prepara-se para concretizar um sonho: participar no Festival da Canção. Igual a Ti, música que compôs e interpreta, é a favorita à vitória na segunda semifinal do certame, que acontece este sábado, 23 de fevereiro.

NBC (acrónimo de Natural Black Colour) vai disputar esta semifinal com Dan Riverman, Lara Laquiz, João Couto, Madrepaz, Surma e Mila Dores. Já estão apurados para a final Conan Osíris, Calema, Matay e Ana Cláudia.

 

Quando surgiu o convite para participar nesta edição do Festival da Canção, o que o impeliu a aceitar?

O convite foi feito numa noite de inverno. Quando o recebi, estava sentado na minha cozinha com o pensamento distante. Não esperava o convite, mas era uma possibilidade, sendo músico atual e com ideias atuais e também tendo participado no Festival da Canção em 2017 para recriar os temas vencedores dos anos anteriores. Estar aqui é um sonho antigo.

 

 

Porque é que escolheu interpretar a sua própria canção?

Porque, na verdade, não havia ninguém melhor para interpretar um tema tão pessoal. Igual a ti é um tema pessoal, é de algum modo um grito!

«Se as pessoas encolhem os ombros e dizem que o Festival não “presta “, então isso vai-se reflectir no próprio festival»

 

Considera que a mensagem de Igual a Ti tem, no momento em que o país atravessa, especial atualidade?

Se tiver, ainda bem, mas está aberto a qualquer interpretação que qualquer pessoa pretenda fazer. Se tiver a mesma força daqui a 50 anos, quer dizer que temos um clássico. No fundo a minha ideia é criar intemporalidade. Sempre foi esse o meu objetivo enquanto músico criador.

O vídeo da sua canção é o mais visto, até ao momento, no Youtube. Está seguro de uma passagem à final?

Seguro? Não sei se é a palavra certa … Mas quero muito ir à final, claro! Mas, sábado veremos isso. Tenho confiança em mim.

Considera que, atualmente, o Festival da Canção reflete o que de melhor se faz em Portugal, musicalmente falando?

O Festival da Canção sempre refletiu o que de melhor se fez em Portugal. Basta olhar para os anos anteriores. Lá está, poderei até usar uma analogia – igual a ti – é aquilo que a sociedade portuguesa refletia no Festival da Canção.

 

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Se as pessoas encolhem os ombros e dizem que o festival da canção não ‘presta’, então isso vai-se refletir no próprio festival. Mas quando nos focamos e procuramos soluções para um evento que sempre fez parte daquilo que somos como país, da mesma forma que o futebol faz, então vamos sempre procurar encontrar o Cristiano Ronaldo de Portugal para nos representar na Eurovisão.

Quais são as suas memórias mais vivas do Festival da Canção, seja de músicas seja de momentos vividos em família a assistir ao Festival?

São muitas. Não sei dizer uma em especial .. Tenho até memória das que não vivi, como por exemplo o Carlos do Carmo interpretar todos os temas do Festival nesse ano.

O Festival da Canção é música! Eu sou música, eu gosto de letras de melodias cantadas. Obviamente que tenho uma paixão pelo festival, pelas orquestrações, os apresentadores, os adereços … Se tivesse que escolher um tema, talvez do Armando Gama, Esta Balada Que Te Dou em 1983.

Texto: Raquel Costa: Fotos: Arquivo Impala e redes sociais

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