Níria foi DISCRIMINADA por Ricardo: «Achei estúpido e desnecessário»

Leia a entrevista com Níria Santo, a primeira concorrente expulsa do Love On Top, o programa mais polémico da TVI.

14 Ago 2018 | 16:51
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Nasceu em Angola e veio para Portugal aos quatro anos. A mãe achou que estava na altura de mudarem de vida e o nosso País «abriu-lhes os braços». Aos 22 anos, por influência da irmã, inscreveu-se no Love On Top e acabou por estar apenas uma semana na mansão do amor. Estivemos com a Níria Santo, a primeira concorrente expulsa da sétima edição do reality show mais quente da TVI.

Como é que surge a ideia de ir para o Love On Top?

Surge da maneira mais inesperada possível. A culpa toda é da minha irmã mais nova, a Raissa. Nós estávamos na sala a ver televisão e ela pediu-me o telemóvel para jogar e acabou por ver a publicidade do Love On Top. Ela disse-me: ‘Se eu tivesse idade, eu até me inscrevia’. Ela tem dez anos. Perguntou-me: ‘Mas posso inscrever-te?’. E eu disse que sim. Ela começou a preencher a inscrição e eu acabei por preencher o resto. No dia seguinte recebi um telefonema do Love On Top para ir à entrevista.

Já era algo que se imaginava a fazer? Já acompanhava o programa?

Sim, já acompanhava. Gostava muito da interação com os colegas, também dos ‘dates’, do jogo de sedução, adorava tudo.

«Mandei um berro. Acordei com uma câmara mesmo na minha cara»
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Como é olhar agora para o jogo depois de ter participado?

É bastante diferente. Foi além das minhas expectativas. Como telespectadora tinha uma visão e como concorrente tive uma visão completamente diferente. Lá dentro temos 24 horas uma câmara à nossa frente. Na primeira noite acordei assustadíssima, mandei um berro. Estava a dormir e acordei com uma câmara mesmo na minha cara. Depois a pessoa vai-se habituando.

Como é que os seus pais reagiram à entrada no Love On Top?

Primeiro os meus pais ficaram em choque, não acreditaram. Disseram para ter juízo, porque poderia passar uma coisa cá para fora que não é real ou que pode ser mal interpretada. Mas não houve ninguém da minha família que achasse mal eu entrar. Disseram sempre ‘se caíres estamos aqui para apanhar os cacos e se correr bem também estamos aqui para isso’. Agora que sai, disseram-me que gostaram bastante da minha prestação e que fui muito conselheira.

Teve um encontro com o Ricardo Agostinho que não correu muito bem. O que se passou?

Relativamente ao Ricardo… Na primeira gala eu achei que era um rapaz muito extrovertido. Ele estava sempre a rir. Depois não foi bem aquilo que eu pensava. No primeiro dia, eu e a Joana fizemos uma omeleta para ele, para que o Top Boy se focasse em nós. Mas senti que ele só agradeceu à Joana. Deixou-me de parte. Falei com ele sobre isso no cocktail que tivemos, e a justificação que ele me deu é que não está habituado a pessoas como eu. ‘Não gosto de pessoas como tu, por isso, é que estás mais afastada de mim’, disse-me.

«Senti um pouco de discriminação. Achei estúpido»

 

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Sentiu algum tipo de discriminação? 

Senti um pouco de discriminação da parte dele. Não tenho problemas nenhuns em dizer isso. Ele não me conhecia e fez questão de dizer que não me queria conhecer. Achei estúpido, achei desnecessário. Ele foi a única pessoa com quem não funcionei bem.

E imaginava-se a ter uma relação amorosa com alguém?

Se ficasse mais tempo, acho que com o João a coisa estava a andar. A pouco e pouco estava a andar.

«Um rapaz disse-me: ‘És feia, preta’»

Como têm sido as reações cá fora? Já recebeu algum comentário negativo?

Já vi comentários chatos. Acho desnecessário. As pessoas não me conhecem. Conhecem o que viram em apenas uma semana. Às vezes criticam sem conhecer. Um rapaz no Facebook disse-me: ‘És feia, preta. Sai do programa, nem devias ter entrado’. Fiquei na boa, nem respondi. Quero lá saber.

«Vamos à casa de banho juntas. Tomamos banho juntas»

Ficou muito próxima da Ana Ferreira, como é que em apenas uma semana se faz uma amizade dessas?

Nem sempre temos muita coisa para fazer dentro da casa, então aproveitamos para nos conhecermos. Há horas e horas de conversa. Estamos sempre juntas, vamos à casa de banho juntas, tomamos banho juntas, estivemos sempre coladas! Acabámos por nos tornar amigas. Em dois dias já estávamos coladíssimas.

Vendo de fora, quem é que tem hipótese de ganhar o Love On Top?

Quem eu acho que pode ganhar é a Joana Afonso. Dos rapazes o João Moura. A Joana porque está a fazer um ótimo jogo. Ela é uma rapariga bastante dinâmica e não diz que não a nada. É uma boa atriz. O João pode ganhar porque está a desabrochar, ainda está a crescer e esse dá vontade de ver ainda mais.

Nota-se que se preocupa com o corpo e a beleza. Quais são os segredos?

Uso muitos cremes hidratantes para a pele, cara e corpo. Gosto de ir à manicure e à pedicure, gosto de fazer um dia completo a tratar de mim.

E a nível de dietas?

Simplesmente nasci assim. Adoro comer. Não tenho qualquer tipo de restrição, como o que vier. Adoro bitoques, estou triste ou estou feliz, é sempre bitoques.

«Estou a trabalhar… Ou estava»

 

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Quem é a Níria?

Sou uma brincalhona, gosto de me divertir, sou leal e fiel. Gosto de dar conselhos aos meus amigos. Sou o tipo de pessoa gosta de estar ativa em todo o lado. Tento dar sempre tudo de mim.

E a nível profissional? O que é que faz?

Neste momento estou a trabalhar, ou estava, não sei, numa loja de bijuteria e acessórios. Mas faço e adoro fazer trabalhos como manequim. É uma coisa à qual me quero dedicar mais.

Quais são os seus objetivos futuros?

Estava a estudar Recursos Humanos, mas acabei por mudar e estou em Sociologia no ISCTE. Adoro a interação com as pessoas, gosto de conhecer e sou comunicativa.Gostava muito de trabalhar como modelo, mas sei que é algo a curto prazo. No futuro, gostava muito de trabalhar em recursos humanos. Era o meu sonho.

Texto: Mariana de Almeida; Fotos: Tito Calado

 

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