Novidade a caminho: Cristina Ferreira vai ter vizinho (ou vizinha) no novo programa

Cristina Ferreira deixou no ar que também terá um vizinho (ou uma vizinha) em “Cristina ComVida”. A apresentadora afirmou ainda que não tem a programação com que sonhou quando regressou à TVI.

30 Mar 2021 | 15:30
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Cristina Ferreira e João Patrício são os “idiotas” de “Cristina ComVida” – não é um insulto, é mesmo a forma como se intitulam na ficha técnica no programa. Oito anos depois de terem concebido o programa, o mesmo deixou finalmente o papel e a apresentadora não tem dúvidas: “O tempo passou a voar”.

Em declarações aos jornalistas, após a estreia do novo programa dos finais de tarde da TVI, a também Diretora de Entretenimento e Ficção revelou o que sentiu ao ter finalmente no ar um projeto que, em 2014, foi engavetado pelos então responsáveis pela programação da estação de Queluz de Baixo.

“Eu e o João só reparámos que tinha passado tanto tempo ontem [domingo], quando trocámos mensagens e dissemos: ‘Sete anos depois de nós, os idiotas, termos pensado nisto…’. […] Aconteceu tanta coisa nestes sete anos… Mas, quando a vimos materializada, isto era, de facto, aquilo que nós tínhamos imaginado. Na altura, não pensámos logo no Eduardo [Madeira], mas o certo é que esperámos o tempo suficiente para o ter do nosso lado. Nós só aguentámos sete anos para ter aqui o Eduardo”, riu-se Cristina Ferreira, referindo-se ao humorista que com ela faz esta viagem através de várias personagens.

 

Cristina Ferreira: “Se descobrirem quem é que mora no 12… Avisem”

 

Todavia, a anfitriã de “Cristina ComVida” pode vir a ter outra companhia. Constatando as semelhanças que este formato tem com o matutino que conduziu durante 18 meses na SIC, a comunicadora deixou no ar que, tal como na estação de Paço de Arcos teve Cláudio Ramos, na TVI também terá um vizinho (ou uma vizinha).

“Quando estive n”O Programa da Cristina’, já havia uns laivos do que era isto. Aquele formato já era um bocadinho o filho deste projeto que nós tínhamos guardado numa gaveta. Só que agora podemos concretizá-lo com tudo aquilo que nós tínhamos desejado, incluindo as personagens, a rua e o [número] 12. Se descobrirem quem é que mora no 12… Avisem. É que eu ainda não sei”, atirou. Uma personagem de Eduardo Madeira? “O Eduardo não mora no 12…”, adiantou apenas.

 

Cristina Ferreira não fez qualquer ensaio para a estreia

 

“Cristina ComVida” assemelha-se a uma “sitcom”, como a própria dona da casa fez questão de sublinhar à imprensa. Apesar da grande dose de improviso, o estúdio em 360º exige uma redobrada atenção – mesmo a nível técnico – e Cristina Ferreira tem noção de que tem de “ter tempos de ficção”. Mas, ao contrário do que o público possa imaginar, foi tudo feito à primeira.

“Não fizemos ensaio. Nenhum. Aquilo que aconteceu foi só aquilo que se passou do papel para o ar e estamos todos ainda a habituar-nos àquilo que vai acontecendo. Para primeiro, acho que correu muito bem”, analisou.

As reações que leu durante o curto período de tempo entre o final da estreia e a conversa com os jornalistas foram mesmo nesse sentido. “Já li alguns comentários a dizer: ‘Já acabou? Mas isto é tão curto… Nós queremos mais’. Isso é o que acho que qualquer pessoa que faz televisão deseja que as pessoas do outro lado sintam. Temos noção de que este é um horário muito complicado, é um horário muito difícil em televisão, é um horário em que as pessoas também não estão com total disponibilidade para estarem sentadas…”, disse.

 

“A única coisa de que me orgulho é fazer boa televisão”

 

E prosseguiu: “Nós vamos ser um bocadinho rádio, digamos assim, para quem está a fazer o jantar, a dar banho aos filhos ou o que quer que seja. Mas queremos, acima de tudo, que as pessoas se divirtam connosco e que, ao chegarem do trabalho, lhes dê vontade de ligar e pensem: ‘Deixa cá ver o que é que aqueles malucos vão fazer hoje’. Esse é o nosso objetivo. Só. Cumprirmo-nos a todos, enquanto profissionais, naquilo que consideramos ser um bom produto de televisão.”

Um bom produto de televisão e, por consequente, a concretização de um sonho. “Acho que sempre introduzi um cunho muito pessoal nos projetos nos quais me fui incluindo. E o sonho é acima de tudo o sonho de fazer televisão da forma como eu acho que deve ser feita. Não posso dizer que este sonho é maior do que o projeto que eu iniciei na SIC, ou o ‘Dança com as Estrelas’, ou o que quer que seja… Porque, para mim, a televisão é o sonho em si. Foi esta a profissão que escolhi”, afirmou, acrescentando: “A única coisa de que me orgulho é fazer boa televisão. Ou, pelo menos, aquela que eu entendo que é boa televisão. O público, depois, escolhe aquilo que quer ver dentro das ofertas que tem. E, quando eu chego ao fim e me sinto orgulhosa daquilo que colocámos no ar, isso é o suficiente para eu seguir em frente.”

 

“Não é a grelha sonhada. É a que, dentro das possibilidades, é a ideal”

 

“Cristina ComVida” está longe de ser o programa com o qual Cristina Ferreira fecha a grelha com a qual sonho quando foi nomeada Diretora de Entretenimento e Ficção da TVI. “Não é, porque eu precisaria do orçamento da SIC e da RTP para fazer aquilo que queria na TVI. É óbvio que não. Nós estamos a falar de uma empresa privada, que tem que cumprir um orçamento que nós temos”, admitiu.

A administração, da qual também faz parte, que acima de tudo “organizar a casa”. “E organizar a casa nem sempre nos permite também ter logo a grelha que idealizámos e que queríamos para uma estação. Temos muitas zonas em televisão onde temos programas que já não são estreias, que já lá estão há algum tempo… Há zonas onde gostaríamos, para já, de ter outro tipo de programação, que não é nos é permitida. Portanto, não é a grelha sonhada, é a grelha que, dentro das possibilidades, achamos que é a ideal para de alguma forma irmos sonhando com os objetivos que temos para cumprir”, defendeu.

Ainda assim, deixou uma garantia: “Tudo aquilo que temos lançado temo-lo feito com a maior das convicções de que é perfeito para a estação, mas uma grelha é como um frigorífico: vamos comprando o que se usa mais, vamos tirando aquilo que for passando de validade. É tão simples a televisão.”

 

Texto: Dúlio Silva; Fotos: Divulgação TVI

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