Nuno Eiró «confiante» com compra da TVI pela Cofina: «há 20 anos que o mercado não mexia»

Há quase 3 anos na CMTV, Nuno Eiró encara com entusiasmo os tempos que se avizinham, com a iminente compra da Cofina, detentora do canal do Correio da Manhã.

15 Out 2019 | 8:50
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Em dezembro de 2016, Nuno Eiró integrava a equipa do programa das manhãs da CMTV, depois de cinco anos e meio na TVI. Agora, o apresentador de 45 anos encara com «muita calma» a iminente compra da estação de Queluz de Baixo pela Cofina, empresa detentora da CMTV do Correio da Manhã.

«As mudanças são boas, são necessárias. O mercado desde o ano passado que começou a mexer. Para sermos sinceros, há quase 20 anos que não mexia. As mudanças eram muito poucas e eram quase uma substituição daqui para ali e, na realidade, não mexia grande coisa», começa por dizer.

À margem da antestreia do filme Joker, nos cinemas NOS do Centro Comercial Colombo, Eiró afirma que tem «gratas recordações» dos canais por onde passou (estreou-se em 2002 na SIC) e afiança que as mudanças que se avizinham são «extremamente positivas». «Para a SIC, estão à vista todas as mudanças que operaram de julho do ano passado, com a entrada do Daniel [Oliveira, diretor geral de entretenimento do grupo Impresa] e, depois, mais tarde, com a Cristina [Ferreira].»

Nuno Eiró, que apresenta as Manhãs CM ao lado de Maya, reitera estar «tranquilo» com as mudanças que se avizinham. «Neste momento sou um homem tranquilo, nada ansioso mas super expectante em relação ao que pode vir a acontecer. O que é? Não sei. Mas é bom de certeza. Vai mexer o mercado».

Sobre se encara a futura fusão entre as duas empresas como um regresso a casa, Nuno Eiró é peremptório. «aconteça o que acontecer, a TVI onde eu estive já não existe. Portanto, não».

«A CMTV mexeu com a forma de fazer jornalismo»

 

A CMTV é, há dois anos e meio, líder de audiências no cabo. Um «caso de estudo» que, diz Nuno Eiró, tem mudado a forma como se faz jornalismo televisivo. «É absolutamente disruptivo. Nós não estávamos habituados a este tipo de jornalismo. Criticam veementemente mas de facto os números são inegáveis. Goste-se ou não, é inegável o rombo que é a CMTV, no sentido disruptivo da questão», explica.

O apresentador das Manhãs CMTV diz que o canal do grupo Cofina «mexeu sobretudo com a forma de fazer jornalismo e de ver o jornalismo». «Não dá para voltar atrás, quer se goste ou não. Na realidade, se formos sinceros, os próprios puristas já se adulteraram um bocadinho na forma de fazer jornalismo. Vê-se isso na parte de alinhamento editorial dos canais, nomeadamente na informação de cabo».

Com duas décadas de televisão no currículo, Nuno Eiró afirma estar «super agradecido à CMTV» por ter oportunidade de fazer infotainment [formato que mistura informação com entretenimento]. «Foi-me dada a oportunidade de fazer uma coisa que há muito queria porque tinha referências internacionais, como a Fox News, que é o infotainment. Ou seja, a capacidade de continuar a ser um apresentador de entretenimento e, a espaços, abordar temas de informação, fazer entrevistas. Tem sido absolutamente interessante e galvanizante», remata.

 

Texto: Raquel Costa | Fotos: NOS e Arquivo Impala

 

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