O golpe do século: Luís Aleluia revive anos 80 em “Crónica dos Bons Malandros”

Luís Aleluia, o progenitor de um dos malandros da série da RTP1 “Crónica dos Bons Malandros”, conta à TV 7 Dias o que se pode esperar do maior roubo na história de Portugal.

10 Dez 2020 | 16:15
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“Crónica dos Bons Malandros” estreou-se, no passado dia 2 de dezembro, na RTP1. Ao longo de oito episódios, realizados por Jorge Paixão da Costa, Maria João Bastos, Joana Pais de Brito, Rui Unas, Marco Delgado, entre outros, dão vida aos pequenos criminosos narrados por Mário Zambujal em “Crónica dos Bons Malandros”. Luís Aleluia, que nesta produção dá vida ao pai da personagem de Manuel Marques, revela alguns pormenores desta história.

 

TV 7 Dias – O que se pode esperar desta série?

Luís Aleluia – Pelo olhar do Jorge Paixão da Costa [N.R.: realizador desta produção], podemos esperar duas coisas: para quem viveu estes anos 80, revivê-los de novo; para quem não os vive,  acaba por perceber como se vivia nesta época.

O bom humor presente na obra de Mário Zambujal impera na série?

Temos uma série muito divertida, baseada no texto do Mário, que é um homem com um humor extraordinário e bastante apurado e com um olhar critico. Vamos perceber, de facto, que há aqui uma noção destes malandros de esquina e que são muito portugueses.

Estes malandros prometem o roubo do século?

Nós, assim de relevo, só tivemos o Alves dos Reis, que, efetivamente, fez um grande golpe. Estes pretendem ser quase uns Alves dos Reis, mas não chegam lá, porque são de esquina. Mas isso é a nossa realidade, que é a nossa portugalidade posta em cena.

Que tipo de malandro é na série?

Sou um malandro de bairro. Tenho um negócio com o bingo, tenho alguns negócios pouco claros, mas sou o pai do Arnaldo, que é o Manuel Marques, que faz um trabalho extraordinário, como todos neste elenco. Estas ligações são muito comuns nos bairros e há também uma evolução na própria sociedade, que se nota com a transformação dos bairro. Por exemplo, onde era um bar passou a ser um supermercado. E tudo isso está bem contado pela “Crónica dos Bons Malandros”, com uma nova narrativa, com uma equipa extraordinária, com excelentes atores dirigidos por um mestre que é o Jorge Paixão da Costa.

Depois deste projeto, o que se segue?

Em televisão, continuo a aguardar. Em termos de teatro, sou produtor e empresário e estamos parados. Neste momento, não estão reunidas as condições, nem económicas nem de aventura, para nos deslocarmos para os locais onde trabalhamos de Norte a Sul.

Ainda é reconhecido como o Tonecas?

Ainda, mas tive uma série de trabalhos posteriores, como “Bem-vindos a Beirais” (RTP1) e, agora, “Golpe de Sorte” (SIC). Continuo a ser o Tonecas, porque esta era uma personagem de ligação afetiva, mas as pessoas já percebem que o Luís Aleluia é um ator que faz o Tonecas e outras coisas.

 

Texto: Telma Santos; Fotos: Helena Morais e Divulgação RTP

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