O Noivo É Que Sabe: Casamento de Graciete e Ricardo assombrado pela morte!

Participante do programa foi abandonada pelo marido cigano quando estava grávida. Mais tarde, o pai da sua segunda filha morreu de cancro e, por isso, viu-se obrigada a viver numa «barraca».

20 Set 2020 | 12:10
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Participante do programa foi abandonada pelo marido cigano quando estava grávida. Mais tarde, o pai da sua segunda filha morreu de cancro e, por isso, viu-se obrigada a viver numa casa «pior do que uma barraca».

Ricardo e Graciete vão unir os trapinhos neste domingo, no programa O Noivo É Que Sabe, da SIC. O momento, apesar de algumas peripécias, é de grande felicidade e, com este passo, a noiva deixa para trás um passado dramático.

De etnia cigana, Graciete, como está no Registo Civil, ou Graciela, como é tratada pela família, cumpriu com a tradição e, aos 17 anos de idade, juntou-se com um cigano. No entanto, durante a sua gravidez as coisas correram mal e acabou por ser deixada à sua sorte, tendo sido obrigada a regressar a casa dos pais. Segundo Sandro, o filho, desde então que os dois nunca mais falaram. Inclusive, o próprio, só conheceu o pai aos 13 anos de idade e não gostou «da maneira dele. Eu falo com o meu pai, mas não falo bem com ele. A minha mãe não fala com ele. Mas ela nunca me largou, ela criou-me sozinha, foi mãe e pai ao mesmo tempo», elogia.

Cinco anos depois de ter sido abandonada, Graciete refez a vida com César, um homem muito mais velhoe caucasiano. Esta relação criou problemas na família, principalmente com os seus pais, que deixaram de lhe falar. «Para a nossa tradição é um bocadinho complicado lidar com aquilo. Eram outros tempos. Estiveram um mês ou dois sem falar com ela, mas depois aceitaram a filha porque a viram feliz», garante, em exclusivo à TV 7 Dias.

Apesar de estar a viver um momento de felicidade, a tragédia voltou a abater-se sobre esta mulher. César, de quem já tinha uma filha, Priscila, atualmente com 12 anos, foi diagnosticado com cancro do pulmão, ainda fez tratamentos, mas acabou por não resistir. «Ela ficou muito mal, a nível financeiro e tudo foi muito mau porque ele era o braço direito, era o pilar», explicou à nossa/sua revista

Cátia Sanches, grande amiga da noiva. Sem capacidade para pagar a renda da casa onde habitava, Graciete viu-se obrigada a ir morar para outro local… sem condições. «Ela estava a viver numa casa a cair aos bocados. Aquilo era pior do que uma barraca, sinceramente. Mas sozinha lá se conseguiu, mais um vez, levantar-se. Antes do marido falecer ela estava numa casa com condições normais só que depois o marido faleceu, ficou sem dinheiro para pagar a renda e foi para aquela casa que estava degrada. Esta casa era na Ajuda e acho que foi através de uma amiga nossa, que tinha essa casa que era dos sogros, mas a casa estava a cair aos bocados, estava em péssimo estado», recorda.

Já Sandro, que tinha 17 anos na altura (agora tem 23), lembra-se bem das dificuldades pelas quais passaram. “Era uma casa com poucas condições. Foi complicado. Eu nunca tinha feito nada, tinha uns 17 anos, tinha acabado de ter a minha filha, e tive de ir trabalhar para as obras durante um mês ou dois para sustentar a casa. A casa era velha, não tinha o conforto que devíamos ter. A minha irmã ajudava a minha mãe e eu era também vendedor ambulante aqui na Baixa e o pouco que fazia levava para casa. A minha mãe metia-nos o comer em casa e vivíamos disso. Passámos dificuldades, fome não”, garante.

Casamento assombrado pela morte

O dia 9 de agosto foi uma data memorável para o casal Ricardo e Graciete. No entanto, a felicidade da noiva não foi plena pois na memória ainda tinha bem presente a morte de uma grande amiga, aquela que certamente seria a madrinha no seu casamento. «A madrinha foi mais complicado escolher porque a madrinha que ela gostava de ter era capaz de ser a pessoa que faleceu antes de ela casar. Faleceu de problemas de pulmão também, ela tinha cancro. Ela era como uma segunda mãe para ela, era a pessoa que a aconselhava. Foi cerca de um mês antes do casamento», explica Sandro.

No entanto, a festa, que decorreu numa quinta na Ericeira, «foi uma festa bonita. Malhámos música cigana e ele respeitou a nossa tradição. No dia em que ele casou com a minha mãe ele deu-lhe um beijinho na testa porque não se pode beijar em frente aos pais e irmãos das nossas mulheres», explica o jovem, que foi o responsável por levar a mãe até ao altar.

Sobre este momento, Sandro recorda o nervosismo que sentiu ao ser o responsável por entregar Graciela a Ricardo: «Tínhamos os nervos à flor da pele e com medo que não corressem bem as gravações. Nós fomos de carrinha. Depois, quando chegámos à porta da quinta, tivemos que fazer um compasso de espera. Veio um senhor da produção que me disse que eu tinha de lhe abrir a porta e acompanhá-la até ao jardim».

Ao contrário do que desejava, o vestido escolhido pelo noivo não se enquadrava nos seus gostos pois, esclarece Sandro, «ela gostava de ir com um vestido vermelho, mas foi vestida de branco. Mas chorou mais quando experimentou o vestido de noiva do que ali no altar, mas foi de emoção por se estar a ver vestida de noiva e ir casar com o homem que ama», conclui, garantindo ainda que Graciete esteve sempre muito emocionada na cerimónia.

Prima de Ricardo Quaresma

Oriunda de famílias humildes, Graciete tem um familiar conhecido de todos os portugueses. A noiva é prima de Ricardo Quaresma, mas atualmente não mantém contacto com o jogador. Segundo o filho, Sandro, que não o conhece pessoalmente, «ele pertence à família. Eu não tenho ligação com ele. A minha mãe já teve em pequena porque foram criados em Algés.»

Textos: Carla Ventura (carla.ventura@impala.pt); Fotos: Reprodução Facebook
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