Oceana Basílio abre o jogo sobre passado ligado às drogas: «Faz parte da minha vida»

«Foi uma fase. É óbvio que faz parte da minha vida, faz parte de mim, dessa minha vontade de viver… Faz parte, mas não me define», contou a atriz.

21 Jun 2019 | 21:50
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Oceana Basílio abriu o jogo e partilhou com Júlia Pinheiro um lado mais intimista e menos conhecido pelo público. Questionada pela apresentadora, na emissão desta sexta-feira, dia 21, do programa Júlia, sobre o passado ligado às drogas pesadas, a atriz recordou os três anos em que foi consumidora de cocaína e heroína.

O consumo destas substâncias ilícitas começou quando Oceana Basílio tinha 18 anos, dois anos depois de ter chegado de Tavira a Lisboa para estudar teatro e seguir uma carreira na área da representação.

«Foi uma fase, foram três anos, já fez 18 anos. É óbvio que faz parte da minha vida, faz parte de mim, dessa minha vontade de viver… Faz parte, mas não me define, nem aos meus 40 anos de vida», contou. «Os meus pais ficam mais tristes quando se toca nesse assunto, precisamente porque foi uma fase que eles não se aperceberam e que, para eles, quase não existiu», disse.

«Hoje em dia a única coisa que faço é, sempre que posso, na minha vida privada, ajudar quem quer ser ajudado. De resto não foi uma coisa que eu quisesse partilhar. Alguém partilhou por mim. Depois, no Alta Definição, achei que aquele era o sítio correto para falar sobre o assunto. Passou, está vivido», acrescentou.

 

Começou a consumir para ‘ajudar’ pessoa

 

Oceana Basílio desvendou que começou a consumir drogas para ‘ajudar’ outra pessoa porque pensou ser fácil mostrar que era possível parar com o vício rapidamente. «Eu achava que era muito mais forte do que qualquer coisa e quis provar a essa pessoa era fraca e que estava a ajudá-la e que eu conseguia. Portanto, não pensem que isso é possível», aconselhou.

«Fiz tudo o que poderia fazer para voltar uma melhor pessoa e voltei uma melhor pessoa, sem dúvida, muito mais humilde, a respeitar melhor o Mundo, a perceber que esse mundo que eu queria viver tem fragilidades e que eu própria tenho fragilidades e aceito…», acrescentou.

Oceana recorreu ao grupo dos Nárcoticos Anónimos para conseguir livrar-se do vício. O apoio da família, nomeadamente do pai, foi fundamental para superar esta fase menos boa: «Nos momentos mais importantes de transição da minha vida foi [a ajuda] do meu pai, com a sua dureza e inteligência emocional».

 

A veia de cupido

 

Depois, a estrela da SIC, que neste momento faz parte do elenco da série Golpe de Sorte, admite que tem passado muito para provar que não é só uma cara bonita no mundo da televisão. «Eu já o senti, já me foi dito diretamente… É injusto assim como há mulheres não tão telegénicas e que, se calhar, também não trabalham por isso. Muitas vezes, ia a audições de teatro e escondia-me, ia muito mais tapada, mas depois chegou a uma altura que eu disse: ‘eu sou como sou e não tenho de provar nada a ninguém!’», revelou.

Júlia Pinheiro abordou ainda o lado casamenteiro de Oceana Basílio, que já fez de cupido para diversas amigas, que hoje vivem felizes com as caras-metades. «Sou a única solteira com uma filha. Para os outros sou ótima», disse.

Além disso, a estrela da SIC também já ajudou uma amiga a ganhar mais auto-estima. «Eu dou sempre tudo aos outros. Eu amo pessoas, pessoas divertidas, alegres, eu gosto de as ver bem. Faz parte da amizade, eu gosto de ver as pessoas felizes», rematou.

 

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Texto: Ricardina Batista com Redação WIN – Conteúdos Digitais; Fotos: Impala e reprodução redes sociais

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