Os dois jogadores mais ricos do mundo, mas que nunca jogaram num Mundial

São os jogadores mais ricos do mundo com fortunas que deixam qualquer um de boca aberta, mas não se podem gabar de já ter disputado um mundial.

15 Dez 2022 | 8:10
Flamini e Bolkiah, jogadores ricos que não jogaram num Mundial
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Existem jogadores de futebol que são ricos. E outros que estão num patamar de riqueza diferentes dos demais. Sendo que podemos, desde já, dizer que não iremos falar de Cristiano Ronaldo nem de Lionel Messi. Há também aquela máxima de que o dinheiro compra tudo. E estes pontos vão ser o foco daquilo que se segue. Sendo bem provável que fique surpreendido com os nomes dos dois jogadores mais ricos do mundo e também com o facto de nunca terem disputado um mundial.

No que à riqueza diz respeito, existem dois jogadores que se distinguem. Um deles retirou-se dos relvados em 2019. Trata-se do francês Mathieu Flamini, de 38 anos. Com uma fortuna avaliada em 11,8 mil milhões de euros, o antigo médio passou por clubes como Arsenal (Inglaterra), Milan (Itália) e Marselha (França), tendo pendurado as chuteiras ao serviço dos espanhóis do Getafe. O segundo nome da lista pode soar familiar. Afinal, é Faiq Bolkiah, avançado de 24 anos que nasceu nos Estados Unidos da América, mas que também tem nacionalidade bruneana, e que passou, ainda que sem sucesso, pelo Marítimo. Neste caso, estamos a falar de uma fortuna de 18,6 mil milhões de euros.

Faiq Bolkiah já jogou em Portugal

Certamente que já ouviu dizer que o dinheiro compra tudo, mas não é bem assim. Por exemplo, não compra uma presença num Mundial. É que Flamini e Bolkiah nunca pisaram um relvado da maior competição global de futebol. No momento mais alto da carreira, quando vestia a camisola do Arsenal, Flamini ainda chegou a ser chamado à seleção francesa. Especialistas defendem que tudo teria sido diferente caso tivesse permanecido em Inglaterra, mas Flamini mudou-se para Itália (onde conquistou o único título de campeão da carreira) e ficou mais longe do radar da seleção. Ao longo da carreira, Flamini vestiu a camisola dos Les Bleus em apenas 3 ocasiões (mais 8 nas camadas jovens).

Segue-se Faiq Bolkiah, a quem todos antecipavam uma carreira brilhante quando estava em destaque nas camadas jovens de Southampton, Chelsea e Leicester City, todos de Inglaterra. Só que nos últimos tempos a carreira não tem corrido de feição ao avançado que passou pelo futebol português. O facto de ter nascido nos Estados Unidos da América permitia que o jogador pudesse representar a seleção que já marcou presença em diversos mundiais. Só que Bolkiah optou por defender as cores do Brunei. Sendo que desde que assinou pelo Marítimo que deixou de ser presença na seleção. Agora, a disputar o campeonato tailandês, o avançado continua sem ser convocado para a seleção que já representou em seis ocasiões. Com ou sem Bolkiah, a seleção do Brunei tem revelado sempre dificuldades em bater-se por uma vaga nos mundiais de futebol.

Qual a origem das fortunas dos dois jogadores?

Tanto Flamini como Bolkiah nunca assinaram contratos que fizessem com que entrassem para a história dos mais bem pagos da modalidade. O que faz com que possa ficar a pensar na origem da fortuna de ambos. No caso do francês estamos perante um mestre dos negócios. A esmagadora maioria da fortuna do ex-jogador tem origem em empreendimentos comerciais. Flamini é co-fundador da GFBiochemichals, empresa fundada em 2008 e a primeira do mundo a produzir ácido levulínico em massa, com combustível feito de resíduos vegetais. Que podem ser utilizados para criar plástico de forma ecológica.

E Bolkiah? A fortuna do avançado está associada ao facto de ser sobrinho do sultão do Brunei. Está recordado de dizermos que o dinheiro não compra nada? É verdade, mas compra muitas coisas. Como a presença de Michael Jackson para atuar na festa do sétimo aniversário de Faiq Bolkiah.

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Texto: Bruno Seruca; Fotos: Reprodução Instagram
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